Existem diversos grupos de pessoas e sites que fazem uma análise crítica aos principais meios de comunicações de massa existentes. Dois dos sites mais conhecidos são o Fazendo Media e o Mídia Independente. Esses sites e grupos de pessoas mostram que foi através da incredulidade e ignorância de boa parte da população, além de uma boa dose de informação manipulada, que os principais meios de comunicação existentes se tornaram tão poderosos e são o que são atualmente.
Entretanto, deixando de lado expressões como "mídia golpista", "mídia burguesa", "mídia entreguista", mídia neoliberal", "mídia reacionária" e outros tantos chavões/clichês/bordões que esse pessoal ADOOOOOOOOORA usar, navegando entre meus feeds e entre os comentários de blogs, encontrei esse texto no LOG de MSN (nunca pensei que fosse gostar tanto do MSN), esse texto no CelsoJunior e esse outro texto no Substantivolatil a respeito de um documentário sobre um desses meios de comunicação. Mais precisamente sobre a toda poderosa, a vênus platinada, Rede Globo.
O documentário a qual os textos se referem (e que eu já cheguei a ver algumas cenas na escola) se chama Muito além do Cidadão Kane (do inglês Brazil: Beyond Citizen Kane), produzido em 1993 pelo Channel 4 da Inglaterra (e não pela BBC, como muita gente diz) que conta como a emissora conquistou todo o poder que tem atualmente, a ponto de ser considerado o quarto poder.
Se você acha que os podres da TV Globo resumem-se aos monopólios das transmissões de Fórmula 1, carnaval, futebol e outros eventos, e nas investidas constantes na alienação da população, como as novelas e o idiotíssmo Big Brother, sugiro que você veja o documentário. Os podres são bem maiores e são de cair o queixo. Alguns desses podres:
- A Rede Globo apoiou até o fim a ditadura militar.
- A Rede Globo ignorou solenemente o protesto das "Diretas já".
- A Rede Globo censurou artistas, jornais e tele-jornais, de forma a preservar a ditadura militar.
- A Rede Globo manipulou várias eleições e pesquisas eleitorais.
- A Rede Globo manipulou o debate entre Collor e Lula (quem não se lembra?).
- A Rede Globo derrubou o Collor (até que não foi tão ruim).
- Investiu numa nova forma de alienação, que é o Big Brother.
- Manipulou todas as votações desse programinha idiota citado acima.
- Manipulou a caso das ambulâncias, de modo que o então ministro da Saúde, José Serra, não tivesse o seu nome envolvido nesse escândalo.
- Só ela quer transmitir e só ela transmite alguns eventos como carnaval (grande merda), copa do mundo, futebol e outros.
- E quem não se lembra da posição da emissora, abertamente favorável ao desarmamento da população quando aconteceu o referendo sobre o desarmamento, apoiando fortemente o SIM? Pelo menos nessa, a emissora se deu mal. Graças a Deus, o NÃO venceu.
1 - Na primeira parte do filme, é apresentado o formato de programação da Globo e suas concorrentes, um pouco da história da TV no Brasil, e a relação entre a Rede Globo de Televisão e o regime militar (1964-1985).O documentário pode ser encontrado em diversos lugares pela Internet. No Youtube, podem ser encontradas as 4 partes, nos links abaixo:
2 - A segunda parte apresenta o acordo que os produtores do filme consideram "ilegal" firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life (empresa norte-americana de comunicação).
3 - Na terceira parte, procuram demonstrar o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Por outro lado, mostra também, o "apoio" da Rede Globo à redemocratização do país, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves.
4 - Na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostram-se os envolvimentos que, segundo os produtores do filme, são "ilegais" e os "mecanismos manipulativos" utilizados pelas Organizações Globo em suas parcerias com o poder em Brasília (os produtores do filme arrolam supostas fraudes em eleições, acordos considerados ilícitos, etc.).
No Google Vídeo, pode ser encontrado o filme completo (pouco mais de 90 minutos) e em redes de compartilhamento de arquivos. O documentário tem pouco menos de 700 MB de tamanho (cabe num CD), mas lembre-se que é um vídeo de pouco mais de 90 minutos. A qualidade do vídeo, realmente, deixa a desejar.
Apesar do documentário ter sido feito a há muito tempo, é interessante (e triste) ver como a situação não mudou (nem melhorou, nem piorou), e ver como o documentário continua bastante atual. Especialmente no que diz repeito ao fato dos políticos serem donos da maior parte das emissoras de rádio e televisão.
E encerro com um outro vídeo, mais recente, mostrando todo o poder dos meios de comunicação:
Link para o vídeo

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