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Pelo direito de não votar.

É isso o que eu penso. Quero o direito de não votar. Em outras palavras, que o voto seja facultativo. É isso o que eu penso e inclusive já disse isso, nesse texto. Ao contrário do que pensa o professor Eduardo Nunes e o professor Sérgio, que pensam que o voto deve ser obrigatório.

E eu dou duas razões do porquê eu penso isso:

A primeira é que antes eu era contra o voto facultativo porque, se isso existisse, só 5% a 10% da população iria votar. Hoje eu sou a favor porque, se isso existisse, só 5% a 10% da população iria votar. Calma que eu explico. Seria uma minoria, mas uma minoria consciente. Consciente, atenta, politizada, crítica, bem informada e querendo realmente votar.

E não uma maioria de pessoas alienadas, que iriam votar em alguém porque é bonito, ou porque é gostosa, ou porque canta bem, ou porque é o filho do vizinho da sobrinha da namorada do irmão, ou porque precisa dos comprovantes para prestar concurso público.

E a segunda é por causa do que está escrito nesse texto do Futepoca. UNFUCKINBELIEVABLE!!! O cara foi até a zona (eleitoral), completamente mamado, e mal sabia em quem votar e no que era que ele iria votar!!

E o pior (e mais deprimente) é saber que o meu voto vale tanto quanto o desse pé de cana, pé inchado, pau d'água, pudim de cachaça, cara inchada, pé torto, cana brava.

Por causa dessas duas coisinhas é que eu sou a favor do voto facultativo. Que os idiotas, burros e alienados passem longe das urnas, como é o que acontece nos EUA, Europa e em alguns países vizinhos.

Recomendo também como leitura a respeito do voto facultativo esse texto escrito pelo Bender, no qual foi deixado um comentário extremamente respeitoso à democracia e às liberdades individuais. Aí vai o tal comentário:
"Tem que ser obrigatório mesmo, e digo mais, quem não votasse deveria sem (sic) preso."
Falar o que dessa manifestação de respeito à democracia e às liberdades individuais?

E termino citando esse texto da doutora Têmis. Um texto a respeito do direito ao voto. Isso mesmo, direito, não dever.

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4 comentários:

Lucho disse...

Olá Lucho

Não sei se ocorreria isso que o amigo aí disse, sei lá. Acho que é subestimar demais o povo, uma atitude muito paternalista essa.
Como então levantar a bandeira da democracia se o voto, ato democrático, é obrigatório? Acredito que essa incoerência é pior...

Abraços.

Lucho disse...

Uma coisa apenas que só acontece no Brasil....? Lamento informar-te de que essa coisa de voto facultativo não é sempre por vezes uma coisa assim tão "legal", como vocês dizem aí no Brasil.

É verdade, o direito a voto deveria ser uma coisa consciente, e crítica, principalmente quando as eleições presidenciais - tanto no Brasil , como em Portugal - se aproximam. Eu não discordo da sua opinião. Mas também não concordo com o facto de, por vezes, as pessoas "conscientes" e críticas na hora de votar - pelo menos é o que acontecer em Portugal - seguem a maioria da abstenção.

Sabes porque é que isso acontece? É medo, as pessoas estão com muito medo, de perderem os empregos, de perderem os salários...Enfim, um inifinito número de coisas. Mas, o problema aqui, é diferente do vosso.

Deixo aqui a minha opinião, bem consciente e crítica.

Lucho disse...

Concordo plenamente, o voto deveria ser facultativo. Isso melhoraria enormemente a qualidade dos políticos eleitos e do eleitorado votante.

Lucho disse...

@André: André, discordo de ti.

Como o Júnior escreveu (no comentário imediatamente abaixo o seu), é muito paternalismo tratar o povo dessa maneira.

Que existe casos de compra de voto, isso é verdade, mas é verdade também que boa parte do pessoal vai votar pelos motivos que eu citei no texto.

Abraços.

@Júnior: Oi Júnior. Concordo com você, inclusive usei seu comentário como resposta ao André (comentário acima ao seu).

E essa incoerência é ruim mesmo. Eu cresci ouvindo que o voto é um direito.

Obrigar as pessoas a realizar um direito? Coisa de doido, não? :)

@Tifon: Oi Tifon.

É, essa questão do voto é um problema um tanto quanto complexo.

Mas é que, olhando a realidade brasileira, percebe-se o "naipe" do pessoal que vai até as urnas. E a minoria consciente acaba sendo sufocada por uma maioria que não está nem aí.

E eu não sabia que em Portugal era assim. Aliás, não sabia que a situação em Portugal estava dessa maneira.

@Arthurius: Certamente. Por isso que eu bato a tecla nessa ideia.

Dane-se que só 5% ou 10% vai votar. Prefiro mil vezes que essa parcela reduzida da população vá votar.