Para não ter que escrever um número com muitos algarismos, foi criada
Mas ainda dá para melhorar. Que tal dar nomes a essas potências de 10? Surgiram aí os diversos prefixos que tanto conhecemos e usamos, como o giga, tera, mega, quilo, mili, micro, nano e outros. Maiores informações sobre esses prefixos podem ser vistos nesse texto.
Mas por que você está falando sobre tudo isso Lucho? Todo mundo sabe sobre isso.
É. Todo mundo sabe sobre isso, exceto jornalistas. Olha só o que foi publicado na edição atual da revista Época (clique para aumentar):

Pois é. Na ânsia de querer escrever, o jornalista acabou exagerando um pouquinho. Um pouquinho mesmo, quase nada.
Como está escrito naquele texto da wikipédia sobre prefixos (e que o jornalista não conhece), 7 TeV é equivalente a 7 teraelétrons-volt, ou então equivale a 7 trilhões de elétrons-volt (7 seguido de 12 zeros). Do jeito que está na matéria, foram 7 trilhões de trilhões de elétrons-volt, ou o equivalente a um 7 seguido de 24 (ui!) zeros. Um pequeno exagero do jornalista, não acham?
Mas vai querer o quê? Num país em que o governo se dá ao direito de cortar 18% do orçamento científico a gente pode esperar por isso.
Eu mandei um email para a direção de redação da revista Época a respeito do erro. Vamos ver se eu recebo uma resposta. Só espero que, se vier uma resposta, não seja no mesmo nível da resposta dada pela revista Veja quando a mesma cometeu um erro.


2 comentários:
"Para não ter que escrever um número com muitos algarismos, foi criada anotação científica."
Lucho, tá faltando um espaço aí. o correto é "Para não ter que escrever um número com muitos algarismos, foi criada a notação científica."
Sobre a notícia: 7 TRILHÕES de teraelétrons-volts? TAQUEUSPA!!!
Agora, como eu costumo escrever sempre no Ceticismo.net – e vivo dando exemplos disso –"Jornalista escrevendo sobre Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar".
Outra coisa: Bigue-bangue é a puta que te pariu, sr. Jornalista. O texto tá cheio de erros. Estilhaçar prótons? Mas, hein? Peneirar detritos de átomos? Escombros subatômicos? HADES NOS DEFENDA!
@André: ""Para não ter que escrever um número com muitos algarismos, foi criada anotação científica."
Lucho, tá faltando um espaço aí. o correto é "Para não ter que escrever um número com muitos algarismos, foi criada a notação científica.""
Faltou mesmo. Já foi feita a correção.
"Sobre a notícia: 7 TRILHÕES de teraelétrons-volts? TAQUEUSPA!!!
Agora, como eu costumo escrever sempre no Ceticismo.net – e vivo dando exemplos disso –"Jornalista escrevendo sobre Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar".
Outra coisa: Bigue-bangue é a puta que te pariu, sr. Jornalista. O texto tá cheio de erros. Estilhaçar prótons? Mas, hein? Peneirar detritos de átomos? Escombros subatômicos? HADES NOS DEFENDA!"
Bom, você mesmo disse que o jornalismo científico brasileiro é uma merda.
Muito provavelmente o jornalista achou que colisão de átomos e partículas era igual a colisão de carros.
@Arthurius: Esse, realmente, foi o caso do cara que quis dar uma de gostoso e escreveu bobagem.
Pelo menos, na edição seguinte, o pessoal da revista viu que tinha cometido um erro. Não foi igual a Veja.
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