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Nem todos pensam pequeno.

Nessas últimas duas semanas alguns textos com a mesma temática me chamaram a atenção. Os textos foram esse do Junior Lins, esse texto do Daniel e esse texto do Cardoso a respeito do patético desempenho do Brasil nas olimpíadas e, mais recentemente esse outro texto do Cardoso que fala sobre uma ONG que queria descobrir alunos superdotados de escola pública e foi impedida de fazer suas atividades pela secretaria de educação.

O que todos esses textos têm em comum? Como eu escrevi no parágrafo acima é a temática. Todos os textos falam a respeito da pequenez e mediocridade de pensamento que existe em boa parte da população brasileira. O brasileiro tende a valorizar o que é ruim, o que é pequeno. Por exemplo, nas olimpíadas, em que mídia e população comemoram medalha de bronze como se fosse um campeonato mundial, ou na economia, em que o país ainda calca suas bases econômicas na agroexportação e aonde é mais incentivado plantar soja do que produzir tecnologia, enquanto que países que já enfrentaram situações piores que o Brasil resolveram produzir e exportar tecnologia e hoje são referências.

Só que além de valorizar o que é pequeno, a população também menospreza e penaliza os destaques, aqueles que obtêm sucesso. Por exemplo, quando alguém ganha dinheiro (mesmo que de maneira honesta), ou quando alguém obtém sucesso nos estudos (no caso da ONG, que foi barrada, porque alguns alunos poderiam se sentir "ofendidos", "excluídos" e poderiam "ficar para trás"). É como disse Tom Jobim: Sucesso no Brasil é uma falta de respeito.

Vivemos a síndrome do cachorro vira-lata, ou a síndrome de Barrichelo, cuja tônica é não ser o melhor, não se esforçar para ser o melhor e tentar baixar todos aqueles que são os melhores. Todos não podem ser bons. Todos devem agir como coitados. E todos devem odiar e desprezar aqueles que se destacam. Mesmo que seja de maneira digna.

Bem, se todos devem agir da maneira que está escrito no parágrafo acima, isso não foi dito aos atletas paraolímpicos brasileiros. Nas paraolimpíadas de Pequim, que terminaram no último dia 17 (provavelmente muita gente nem ficou sabendo disso) a delegação brasileira deu uma banana para a síndrome de Barrichello e deu show no outro lado do mundo. Em 11 dias de competição, a delegação brasileira, com 188 atletas, conseguiu 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de ouro. 47 medalhas no total e a 9ª colocação no quadro geral final. Enquanto que a delegação olímpica, em 16 dias e com 277 atletas, conseguiu 15 medalhas (3 de ouro e a 24ª colocação no quadro geral final). Tiveram um desempenho muito melhor, como escreveu o Henrique.

E não é só isso. Em oito edições das paraolímpiadas, o Brasil conquistou 52 medalhas de ouro (e 187 medalhas no total). Enquanto que nas olimpíadas, em 17 edições, o Brasil conseguiu 20 medalhas de ouro (e 91 medalhas no total). Pois é, o Brasil é uma potência no esporte paraolímpico. Pelo menos no esporte paraolímpico, o Brasil deixa de ter aquela visão de pequeno, de coitadinho.

Mas o que me deixou puto da cara e desgraçado da cabeça (tm Dalborga) é que, apesar desse ótimo desempenho nessa paraolimpíada, eu não vi nenhum destaque por parte da imprensa. Não vi nenhum Galvão Bueiro berrar e comemorar as medalhas de ouro dos atletas paraolímpicos, assim como comemorou as medalhas de bronze dos atletas olímpicos. Não vi nenhuma capa de jornal e revista. E também não vi nenhuma primeira página de portal de Internet. O máximo que eu vi foram cinco minutos de exibição no jornal nacional (outras emissoras nem isso deram), páginas feitas de última hora pelos portais de notícias e meia página de jornal.

 

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