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Putaria como patrimônio cultural.

No meu último texto, em um dos links que citei, eu disse a respeito de um projeto de lei que visa criminalizar o ato de não dar o troco em dinheiro.

Um projeto de lei absurdo e completamente inútil. E até então eu pensava que já tinha visto tudo o que era de mais absurdo que poderia sair das cabeças de nossos representantes em Brasília.

Só que eles não param de nos surpreender. E ao invés de proporem ementas orçamentárias, fiscalizar e fazer pressão no poder executivo, os membros do legislativo continuam criando projetos de lei cada vez mais e mais absurdos. Afinal de contas, eles podem. O Brasil está as mil maravilhas na educação, saúde, segurança, emprego, combate à corrupção, não é mesmo?

Pois bem, o projeto de lei absurdo da vez é o PL 4124/2008, que visa transformar o funk em manisfetação cultural.

E não é brincadeira, se você quiser ver mais detalhes, pode clicar nesse link. O mais engraçado é a justificativa para a criação desse projeto.

Já não basta o Carnaval, aquela putaria dos infernos, aquela orgia do caralho (desculpa o palavrão) ser tratada como manifestação cultural, agora querem tratar o funk como cultura.

Cultura maiés (como diz o Cardoso). Cada vez mais os bailes funk são noticiados como palco de consumo e tráfico de drogas, de violência e de prostituição. Quem não se lembra da Leidiane, a peladona do funk?

E cada vez mais as "músicas" (se é que dá para chamar aquelas coisas que os funkeiros* gritam de música) fazem alusão a putaria. E se eu estou mentindo, então me respondam porque algumas dessas "músicas" são chamadas de "proibidões". E algumas dessas músicas chamam a mulher de "cachorra". E o pior é que isso tem público.

Não estou querendo dar uma de politicamente correto, ou de falso moralista, ou de falso puritano, ou de pseudointelectual, ou de elitista (embora possa ter parecido tudo isso e mais um pouco), mas é que têm algumas coisas que não dá para admitir.

Se o tal deputado quisesse se preocupar mesmo com a cultura, devia fazer pressão no governo para que ele destinasse mais recursos para a cultura. Devia fazer pressão no ministério da cultura para explicar porque as políticas de cultura do Brasil são tão medíocres, devia propor melhorias para a Lei Rouanet, para que a lei dê mais incentivos para a cultura, ao invés de pagar viagens de escritores ou dar incentivos a igreja$. Mas não, prefere criar projeto de lei ridículo.

Mas afinal de contas, ele pode.

Isso é Brasil.

* Não gosto dessa palavra, mas aí a chamar de cantor é muita sacanagem.

[Atualização]:

O Carlos Cardoso escreveu um texto aonde é mostrado um vídeo em que duas meninas mostram a "manifestação cultural" que é o funk carioca. E para quem vier aqui me chamar de elitista, racista, moralista, playboy, deixo a mesma pergunta que o Cardoso deixou: Se fosse a sua filha que apreciasse essa "manifestação cultural" e estivesse no vídeo, você ia gostar? Vamos ver a hipocrisia.

Os links da semana.

Como eu leio diversos textos na Internet, decidi fazer uma coletânea com os melhores textos que eu li durante essas semanas. A verdade mesmo é que eu não tinha idéias e precisava escrever um outro texto.

Bem, aí vão os textos:
Bem, são esses os textos. Apreciem.

E por causa de novos compromissos que tive de cumprir essa semana, quase não tive tempo para fazer textos. E por causa disso, o ritmo de postagens no blog tende a diminuir um pouco.

É isso.

Mahna Mahna

Com o advento do Youtube, creio que todo mundo já viu o clipe do Mahna Mahna. Só que esse vídeo é um pouco diferente.

Sempre que vejo esse filme eu começo a rir. Aí eu me pergunto: Será que o vídeo é engraçado mesmo, ou será que eu sou bobo?

Enfim, o vídeo está abaixo:

Ainda bem que Deus é amor.

Existem diversos textos espalhados pelos blogs que fazem críticas, ironizam ou satirizam a religião, a igreja católica, a igreja evangélica, os evangélicos e Deus. Infelizmente a grande parte dos crentes evangélicos são um bando de neuróticos e esquizofrêncios não têm senso de humor e resolvem atacar os blogs e blogueiros.

E aí o mundo cai. Chiliques e histerias de gente nervosinha, com direito a muitos erros de português e a demonstrações de como o Deus dos evangélicos é um ser maravilhoso e bondoso, como nesse comentário desse texto do Contraditorium a respeito do acidente com o avião da Gol. A miguxa irmã fala (com direito aos maiores assassinatos à lingua portuguesa) que Deus, para mostrar que ele existe e é um ser glorioso, mata mais de 150 pessoas. Nossa! Que Deus mais bondoso. Depois dessa o Rei Emir Saad ficou com uma tremenda inveja.

Mas o que me impulsionou a escrever esse texto foi esse comentário deixado nesse texto do Novo Mundo, em que o Rafael tira um sarro com os crentes. Mais uma vez, um crente (e agora foi um pastor) deixou uma mensagem mostrando como que o Deus dos evangélicos é um ser bondoso. O cometário está abaixo:
a igreja consegue fazer oque voçê não faz.
queria ver se fosse sua mãe prescisando de ajuda, se voçê não iria proucurar os crentes.
se algum dia deus te meter um câncer na garganta por falar da igreja que ele fundou, pode me chamar que eu oro por voçê, mas primeiro vou expulsar este capeta que te acompanha, depois deus vai te curar
Como era de se supor, erros de português, como "voçê", escrito três vezes, "prescisando" e "proucurar". Mas o que me chamou a atenção foi a ameaça lançada pelo pastor. Esse Deus, tão bondoso, pode jogar uma doença grave no Rafael porque ele disse mau da igreja.

Agora não pode falar mal da igreja. Quer dizer que se alguém disser algo de ruim da igreja, Deus pode jogar uma doença grave? Essa é nova para mim.

Além da ameaça, o pastor diz que vai curar uma doença grave com orações. Isso é charlatanismo. É crime.

E depois de tudo isso, eu fico pensando: Ainda bem que Deus é amor. Imagina se não fosse.

E para os crentes que vierem até aqui e me rogarem pragas, eu digo o seguinte: Que Deus te dê em dobro, tudo aquilo que vocês me desejarem.

Enfim, O Politizador foi eleito.

Para quem não é de Campinas, eu explico. Antônio Francisco de Souza, conhecido também por "Tonhão da Rapadura" ou por "AFS, O Politizador", é uma figura mítica e legendária um senhor que perambula pelas ruas de Campinas (em especial o centro da cidade) para, como o próprio nome diz, tentar politizar um pouco a população. E, para isso, ele usa um megafone.

Se você é campineiro e não esteve em marte nos últimos 20 anos, certamente já passou perto dele, ou já deve ter ouvido o que ele falava através daquele megafone.

Abaixo, alguns vídeos mostrando O Politizador em ação:




E, para que as mensagens que ele diz possam ser colocadas em prática, ele sempre se candidatou. Se candidatou várias vezes a deputado federal, deputado estadual e vereador, e nunca conseguiu se eleger.

Até esse ano. Em 2008, novamente o politizador se candidatou, para vereador em Campinas e dessa vez ele conseguiu. Candidatando-se pelo PMN, recebeu pouco mais de 2000 votos.

Não sei como conseguiu ser eleito. Foi por sorte mesmo, já que ficou com a penúltima vaga.

E agora que ele foi eleito, ficam as perguntas: Será que ele vai usar o megafone dentro da Câmara? E a principal, será que ele vai se acostumar a deixar de ser pedra, para, agora, virar vidraça?

Cavalo é a mãe!

Olhando mais uma vez os meus spams sagrados de todos os dias, olha qual foi a mensagem que eu recebi:

"Hi yo Silver", minha querida Ann? Está pensando que eu sou cavalo?

Por causa disso, não vou mostrar o que tinha na sua mensagem.

Deem um desconto à justiça

Quem leu esse título certamente estranhou. Especialmente depois desse texto do Marcos Elias em que, num dos comentários, eu desci o cacete na justiça, nos juízes e nos advogados (veja o comentário 3). Apesar de eu ter falado mal, eu ainda confio e tenho esperanças na justiça. Detalhe, na justiça, não confio (nem um pouquinho) em advogados. E para quem não gostou disso que eu acabei de escrever, sugiro que leiam o desabafo da Doutora Têmis, que é uma advogada. Tem uma minoria que salva. Mas, infelizmente, é uma minoria.

E o que me motivou a escrever esse texto foi justamente um outro texto do blog da Doutora Têmis, o Jurisconsulto (<jabá>que é um ótimo blog. Coloca os pingos nos is e descomplica o mundo do direito tão cheio de juridiquês, data venias e outras expressões latinas e forenses. O Arthurius já recomendou e eu também recomendo</jabá>).

O fato é o seguinte: Todos nós sabemos dos problemas da justiça. Impunidade, complicação de julgamento, lentidão de julgamento. E por causa desse último problema, existem diversos papéis de processos que ainda não foram julgados. Aliás, outro problema. Enquanto que em outros países o processo é informatizado, no Brasil, ainda se usa papel.

Mas será que alguns desses problemas também não podem ser causados devido a denúncias e processos absurdos? Pois bem, lendo esse texto do Jurisconsulto, me deparei com dois desses processos.

O primeiro processo foi feito na justiça trabalhista por um pedreiro que teria pego fimose enquanto trabalhava. Espera aí. Fimose? O que esse pedreiro fazia no ambiente de trabalho? Por acaso ele carregava tijolo com o pinto?

E no outro processo, uma mulher decidiu entrar com um processo, pois tinha sido demitida porque peidava muito soltava muitos gases no ambiente de trabalho.

Se houve alguma lei que foi aplica em ambos os casos, essa lei foi a lei de Gérson. Algumas pessoas sempre inventam cada coisa para se dar bem. E o pior é que fazer processos por motivos esdrúxulos, visando unicamente se dar bem é crime de litigância de má-fé, segundo o artigo 17 do código de processo civil.

Eu fico imaginando o quanto de tempo que a justiça perde ao analisar esses processos ridículos.
 

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