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E Al Capone não era brasileiro.

Há uns dias atrás, eu li no jornal (mais precisamente a seção cartas do leitor) um pequeno texto que me chamou muito a atenção. Vou reproduzir o tal texto:
Al(phonsus) Gabriel Capone foi um gângster ítalo-americano frio e sem escrúpulos que controlava informantes, casas de jogos, prostíbulos, bancas de apostas em corridas de cavalos, clubes noturnos, destilarias e cervejarias. Ele controlava também políticos e metade da polícia de Chicago. Em 1929 foi nomeado o homem mais importante do ano, junto com personalidades como o físico Albert Einstein e o líder pacifista Mahatma Gandhi. Apesar de seus vários delitos, somente em 1931 conseguiram prendê-lo por sonegação de impostos. Esse breve relato me fez lembrar dos inúmeros "Al Capones" de nossa política nacional que diariamente enxovalham as nossas instituições, locupletam-se com os nossos suados impostos e ainda riem de nossas caras sem que nada lhes aconteça. Até quando?
O leitor escreveu muito bem, caprichou no português, foi muito feliz e está coberto de razão ao comparar Al Capone com alguns políticos brasileiros.

Realmente tem vários políticos que são verdadeiros gângsters. Não são todos, ainda tem uma minoria decente e honesta. Dá para contar nos dedos, é verdade, mas existe.

Se Al Capone estivesse vivo, certamente estaria se roendo de inveja das "excelências" brasileiras. Essas "excelências" controlam prostíbulos (o deputado que se lixa para a opinião pública era dono de um bordel), informantes, polícia, tráfico de drogas e de arma, controlam, são financiados e financiam grupos paramilitares e milícias, casas de jogos e bingos ilegais. Além de controlar os meios de comunicação (revistas, jornais e concessões de rádio e televisão). Também cometem diversos crimes contra a população e são elevados a categoria de personalidades.

Mas as semelhanças param por aí. Al Capone não ficou impune. Demorou para que ele fosse pego, mas quando a justiça pegou ele, ele teve de pagar. Já as excelências brasileiras fazem o que querem, não sofrem punição e seguem a vida, cometendo mais e mais crimes. Algumas dessas "excelências" só tiveram punição da justiça divina.

E ainda por cima há uma "carta" que diz que o congresso está se empenhando em punir seus próprios membros. É faz me rir, né?
 

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