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A mãe vai bem, ministro?

Fiquei sabendo, há um tempinho atrás, através dessa tuitada do Dahmer, desse texto do O Hermenauta e desse outro texto do blog do Bruno Guedes a respeito de uma frase dita pelo ministro das telecomunicações Hélio Costa. Num congresso de radiodifusão, o ministro soltou a seguinte pérola frase:
"Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na Internet. Tem que assistir mais rádio e televisão."
Creio eu que todo mundo deva saber, mas não custa nada relembrar. Antes de ser ministro, Hélio Costa foi repórter internacional por muitos anos na Rede Globo, ou seja, nem disse isso por interesse próprio. Ou por interesse de quem ele representa. Ainda mais depois dessa outra frase dita pelo ministro (que eu vi no texto do blog do Bruno Guedes):
"O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está."
Pois é. Coitada das empresas de rádio e televisão. Vamos chorar e nos compadecer com esse estado de penúria por que passam os veículos de comunicação de massa do Brasil.

[OK, voltemos a normalidade]

Ministro (ou qualquer outra pessoa), me de motivos para que eu me "despregue" da Internet e assista mais televisão. Para acompanhar mais telenovelas, essas verdadeiras obras-primas da teledramatúrgia e que passam tantos bons ensinamentos para a população? Para assistir seriados e filmes mal dublados e mal traduzidos (a começar pela tradução do nome do filme, ou do seriado)? Para assistir programas de humor inteligentes, como Zorra Total, Turma do Didi ou A Praça é Nossa? Para assistir clipes de cantores e bandas medíocres? Para poder apreciar a excelência da programação televisiva (especialmente no domingo) com programas instrutivos exibidos no sábado ou no domingo de manhã, enquanto que no horário nobre são exibidos reality shows, novelas, programas de fofocas, programas de venda de lixo ou programas de igrejas ou pastores evangélicos?

Por causa disso, ministro, é que eu prefiro continuar "pregado" na Internet. Claro, existem algumas exceções, como os programas da Cultura, o Show do Milhão e o CQC, mas ainda sim, prefiro continuar "pregado na Internet".

Olha só quem apareceu pelas bandas do twitter.

Embora eu não tenha uma conta no twitter, sempre dou uma passadinha por aquelas bandas para saber o que está acontecendo. Eis que, olhando essa tuitada do Dahmer, tive uma grande surpresa.

Aterrisou por aquelas bandas o senador do estado de Minas Gerais, Eduardo Azeredo. O @AzeredoSenador está no Twitter agora.

Para quem não está ligando o nome a pessoa, é aquele senador que quer censurar a Internet por inteiro, através do PLC 89/2003 (confira mais uma desculpa. Alega estar a "combater crimes digitais". E quem é esse tal jornalista para dizer alguma coisa sobre crimes digitais? Nem é um caso de argumentum ad verecundiam, ou em outras palavras, falácia pura). Sem contar que quer acabar com a meia-entrada dos estudantes e idosos, que trata muitíssimo bem quem entra em contato com ele e que foi um dos principais nomes do mensalão mineiro, ou o mensalão tucano, embrião do escândalo do mensalão de 2005, escândalo que não ganhou uma folha de jornal e revista, ao contrário do mensalão de 2005.

Juro que até que me deu vontade de me cadastrar no twitter só para perguntar porque o excelentíssimo senador quer censurar completamente a Internet. Seria algum trauma? Seria alguma raiva contida? Seria a incapacidade de usar computador? Seria porque ele não conseguiu fazer um orcúti? Qual seria o motivo?


E, por causa dessa vontade do senador em bloquear a Internet, surgiu uma nova hashtag no twitter: #quemamabloqueia. Essa hashtag está sendo usada (desculpem-me pelo gerundismo), na maior parte das vezes, para bloquear o xerife da Internet. Mas ele nem pode reclamar, afinal de contas, fogo cruzado não dói não é mesmo?

Depois de tudo isso, aqui vai o meu recado: Eleitores mineiros, lembrem-se que em 2010 acaba o mandato do senador. Por favor, usem vossos dedos, na urna, e botem o senador para fora do congresso.

Os links da semana - 2

Esses são alguns textos que me chamaram a atenção nesses últimos dias. Aí vão eles:
  • Pregar a bíblia, do Desmotivado. Muito melhor pregar a bíblia dessa maneira, do que daquela maneira tradicional que só serve para encher o saco dos outros.
  • A arte do graffiti, do Curiosando. Texto com belas imagens do graffiti que alegram e colorem um pouco o cenário cinzento das cidades. Esse texto serve para mostrar que graffiti é bem diferente de pichação e vandalismo, que são crimes, e serve para mostrar que os grafiteiros são os verdadeiros artistas da atualidade. Infelizmente os grafiteiros e o graffiti continuam a sofrer com o preconceito
  • Jornalistas x Ciência: A arte de desinformar, do ceticismo.net. Texto a respeito das merdas das falhas dos meios de comunicação tradicionais em falar sobre ciência. E me lembrei desse texto do Rainha Vermelha, a respeito de uma cagada um erro ocorrido quando a revista Veja decidiu falar sobre ciência. Mas da revista Veja esperava-se o quê?
  • Cobra com uma pata é encontrada na China, novamente do ceticismo.net. Leia o texto, veja a imagem e acredite se quiser.
  • Diploma de jornalismo, do blog dos Malvados. Reportagem com o padrão Globo de qualidade.
Bem, é isso. Até a próxima divulgação de links. Sabe-se lá quando.

Não vou add ninguém, porque add alguém é coisa de idiota.

Li esse texto do Utilidade Pública a respeito do grande lixão que o orkut virou por causa dos internautas brasileiros.

Só que uma coisa que me chamou a atenção no texto é que o mesmo cita o uso excessivo da palavra "add". Quem nunca leu no orkut frases como "Oi, posso add você?", ou "Oi, vou te add hoje, OK?", ou "Eu não add ninguém que eu não conheço". Desculpem-me pelo mau humor, mas me dá nos nervos quando eu leio coisas assim.

Só que parece que essa merda praga de usar o "add" saiu do orkut e se instalou em tudo que é lugar. Quem nunca leu as frases do parágrafo acima em fóruns, e-mails, mensagens de redes sociais, instant messengers e outros lugares. Inclusive vi um imbecil que estava todo orgulhoso porque "criou" o verbo "adder". Vai dizer o quê? É o Guimarães Rosa da Internet. Parece até que o pessoal se esqueceu que existe um verbo na língua portuguesa chamado "adicionar", que se encaixa muito melhor nessas frases do que o "add", ou "adder".

Antes que me chamem de purista, ou de xenófobo, eu gostaria de dizer que eu não vejo nada de ruim em neologismos ou em usar palavras de outras línguas em textos em português. Em algumas situações (especialmente em computação, Internet e tecnologia) não tem como traduzir tudo. Tentar traduzir (ou substituir) palavras como download, upload, backup, buffer, feedback, pipeline, host, flap, escanear (ou scannear), renderizar e outras pode fazer com que o texto fique sem sentido e as pessoas não entendam. Usar "taxa de descarrego" ao invés de "taxa de download" vai parecer que se está falando sobre macumba e não sobre Internet.

Agora, usar add ou adder (em vez de adicionar), printar (em vez de imprimir), upar (ao invés de subir, ou enviar), hostar ou hostear (ao invés de hospedar), subbar (ao invés de legendar), downloadar (ao invés de baixar)? Pelo amor de Deus gente.

André Dahmer é futurólogo?

Navegando na Internet, para variar usando o mesmo bordão que sempre uso quando não sei como começar um texto, mais precisamente no Malvados, criação de André Dahmer, estava vendo as primeiras tirinhas que o Dahmer publicou dos dois girassóis do mal que conquistaram a Internet. Uma tirinha em especial me chamou a atenção. Foi essa abaixo:

Tirinha #53 do Malvados

Malvadinho e Malvadão arquitetam matar Galvão Bueno. Quem nunca pensou em fazer isso? Um detalhe dessa tirinha é que os dois pretendem usar um... supositório-bomba.

Pois bem, e não é que nessas últimas semanas, descobriu-se que a Al Qaeda pretende usar explosivos introduzidos como supositórios para poder realizar novos ataques terroristas. Pode ler por meio desse texto do G1 e nesse outro texto do laryff.com.br. E já que eu citei uma coisa humorística, não poderia deixar de citar outra. O Maurício Ricardo também notíciou o fato. Será que a Al Qaeda também pretende usar o supositório-bomba para matar o Galvão Bueno?

Belo exemplo de futurologia. Dahmer deu uma de profeta nessa tirinha. Chupa astrólogos, esotéricos, videntes e outros.

O internauta mais burro do mundo.

Foi a primeira coisa que eu pensei quando eu li esse texto no RafaBarbosa.

A segunda coisa que eu pensei foi dito no meu comentário.

Uma coisa assim só poderia ter saído no orkut e só poderia ter sido proporcionada pela maldita inclusão digital.

Por acaso será que o raquer tinha hospedado o vírus português?
 

Eu sei quem você é

Em sei quem você é, de onde você é o que você está usando para acessar a Internet. Duvida? Então toma:


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