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Quem disse que juízes não entendem de Internet?

Assim como políticos, juízes, advogados e demais profissionais que lidam com o direito também não entendem muito bem de informática e de Internet. E esse fenômeno é generalizado. Não acontece apenas no Brasil. Inclusive já foi sugerido que os juízes brasileiros assistissem a uma aula sobre informática e Internet.

Pois bem, um juiz, lá na Austrália, decidiu remar contra a maré. Olha só a declaração que o juiz deu:
"To use the rather colourful imagery that internet piracy conjures up in a highly imperfect analogy, the file being shared in the swarm is the treasure, the BitTorrent client is the ship, the .torrent file is the treasure map, The Pirate Bay provides treasure maps free of charge and the tracker is the wise old man that needs to be consulted to understand the treasure map."
Numa tradução nas coxas:
"Para explicar a parataria na Internet de numa analogia altamente imperfeita, o arquivo compartilhado é o tesouro, o cliente de BitTorrent é o navio, o arquivo .torrent é o mapa do tesouro, o The Pirate Bay distribui os mapas gratuitamente e o tracker é o velho homem que consultado para entender o mapa."
Pois é. Quem dera que todos os juízes, advogados e demais profissionais de direito de todo mundo (e políticos também) entendessem de Internet como esse juiz.

Onde que li essa frase? Foi nessa notícia do Ars Technica.

A respeito da notícia: Mais uma vez a velha briga de sempre. De um lado os estúdios de filme, gravadoras e todo o lobby dos direitos autorais, e do outro lado a Internet e os internautas.

No primeiro texto que eu publiquei esse ano, com algumas "previsões" do que vai acontecer em 2010, citei que as indústrias fonográfica e cinematográfica continuarão a demonizar a Internet e os internautas por causa dos faturamentos cada vez menores. Mas a verdade é que não precisa ser vidente, nem ser um superespecialista de Internet para perceber isso. Qualquer um que usar Internet por pelo menos uma semana já nota essa briga.

A AFACT (Australian Federation Against Copyright Theft, ou federação australiana contra violação dos direitos autorais) que, segundo a mesma notícia, é a versão da terra do canguru, do coala e do Crocodilo Dundee da nossa APCM, uma associação que diz combater a pirataria e proteger os direitos autorais, mas que na prática é uma fachada para que as gravadoras e estúdios de filmes multinacionais protejam os bolsos de seus altos executivos e acionistas, com processos e ameaças contra internautas, velhinhos e crianças por ouvirem MP3 e com pressão em cima de políticos, decidiu processar um provedor por não fazer nada para que seus usuários parassem de baixar filmes e músicas. O caso chegou até a corte australiana, e na corte, a associação sofreu (ou melhor, as gravadoras e estúdios de filme sofreram) uma grande derrota. A corte decidiu que os provedores não são obrigados a responder por infrações de direitos autorais, nem que têm que cortar o acesso dos usuários que baixam arquivos. A frase dita pelo juiz marcou a derrota.

Sempre que eu leio notícias como essa, me pergunto o porquê das grandes gravadoras e estúdios de filmes tratarem internautas e a Internet como inimigos. E me pergunto porque elas não tratam a Internet como uma aliada e os internautas como potenciais consumidores. Ou porque não usam a Internet para benefício próprio, seja ganhando dinheiro com propaganda, ou com contratos com grandes portais de entretenimento, ou com downloads (legais) de arquivos. Já foi mostrado que os internautas pagam para fazer o download de determinado conteúdo. O iTunes que o diga. Será que eles não perceberam que o futuro está na distribuição de arquivos por streaming ou on Demand? E aqui faço minhas as palavras do RafaBarbosa nesse texto que ele escreveu.

Enfim, porque não pensam em formas de diminuir a pirataria. Acabar com a pirataria é igual a acabar com os vírus ou com os spams, nunca vai acontecer. Mas, pelo menos pode diminuir o problema.

Mas não. Infelizmente eles continuam nessa insana caça as bruxas, se firmando num modelo de negócios ultrapassado, tratando internautas como inimigos, ameaçando internautas e provedores (mas nunca olhando o próprio rabo). E quando, finalmente, decidem usar a Internet como uma aliada, fazem o serviço de maneira porca ou pela metade, para satisfazer os interesses de atravessadores emissoras de televisão. Com isso dá para perceber que não foi inteligência que fez com que os altos executivos das gravadoras e estúdios de filmes ficassem muito ricos.

E enquanto elas continuarem a tratar Internet e internautas como inimgos, continuarão a sofrer derrotas. Seja por advogados, juizes, cortes ou pelos próprios internautas.

E encontrei alguns textos a respeito desse assunto. Embora alguns deles não tenham, necessariamente, a ver com essa briga, valem a pena a leitura.

Começo por esse texto do Terramel a respeito das campanhas contra a pirataria. Todo aquele falatório de que pirataria contribui para o tráfico de drogas, para o crime organizado, que pirataria é roubo e blablablá, blablablá, blablablá.

Aliás, a respeito dessa campanha que diz que pirataria é um roubo. Sabia que, além dessa frase ser mentirosa, também é criminosa? Incorre tanto no artigo 138 do código penal (o artigo que fala sobre calúnia) como no artigo 37 do código de defesa do consumidor. Para maiores detalhes, é só dar uma lida nesse texto.

E uma coisa interessante notada nas notícias a respeito dessa briga é que gravadoras, estúdios de filmes e "associações" adoram ameaçar e processar internautas, velhinhos, crianças, provedores pequenos e demais pessoas e organizações que não têm como se defender, mas ameaçar e processar os grandões (como Google, Yahoo! e Telefônica, dentre outros) eles não fazem, como pode ser lido nesse texto do MeioBit. Talvez porque nem na APCM, nem na AFACT, nem nas gravadoras, nem nos estúdios de filmes tenha alguém com culhão para fazer isso.

E me lembrei dessa tirinha do Dahmer:

Tirinha 618 dos malvados.

Que fique bem clara uma coisa aqui. Não estou fazendo apologia à pirataria. Quanto muito (e de maneira bem pretenciosa e prepotente) o que eu estou fazendo é uma "apologia" à discussão. Quanto ao que eu penso sobre direitos autorais e pirataria, faço minhas as palavras que o Sérgio deixou nesse texto dele. Principalmente quando diz que o copyright é um modelo ultrapassado e que toda a legislação de direitos autorais (não só no Brasil) tem de ser revista. Em especial o fato de que os direitos autorais devem pertencer ao autor e não a empresas (poxa vida, afinal de contas não se chama direitos autorais?).

Rumo a dominação mundial.

Pois é. Percebi recentemente que alguém começará a dominar a mundo. E esse começo de domínio do mundo já tem um ponto de partida: A Internet.

Mas quem dominará o mundo? Os Bilderberg? Os Iluminatti? A Opus Dei? A Globo? A igreja Univer$al? A News Corp? Os Estados Unidos?

Não! Nada disso. Quem dominará o mundo será o Lucho, também conhecido como eu.

Tá duvidando? Quer provas? Então aí vai:

Pois é. O Google já me reconhece. Esse foi o primeiro passo.

Hoje é o Google, manhã será toda a blogosfera e depois será toda a Internet e o mundo. BWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH (risada maligna).

PS: E antes que perguntem, sim, estou numa fase sem assunto e sem ter sobre o que escrever.

Bancos são uma desgraça.

Quem tem conta corrente, faz empréstimos, tem cartão de crédito, tem poupança, tem investimentos. Enfim, possui algum tipo de serviço bancário sabe como os bancos e banqueiros são um bando de filhos da puta mal vistos pela sociedade.

Qualquer dinheiro que se tome emprestado do banco tem que ser pago com juros que vão de 100% a 200% ao ano. Mesma coisa quando se usa o limite do cheque especial ou do cartão de crédito, enquanto que os juros da poupança não chegam a 10% ao ano. Spread bancário nas alturas. Cobrança para emissão de cheque, cobrança para transferência entre bancos, cobrança para emissão de extrato, taxa de manutenção de conta corrente. É um mundaréu de taxas e juros injustos (para não dizer outra palavra). Mas afinal de contas, para que se preocupar com tudo isso? A escritora holandesa disse que o Brasil tem o sistema bancário mais moderno do mundo. Se preocupar com taxas, juros bancários e esses outros detalhes é coisa de gente paranoica que só sabe ver o que tem de ruim no Brasil.

Enfim, tudo isso que faz com bancos e banqueiros sejam um bando de filhos da puta mal vistos pela sociedade. Sim, os banqueiros, não os bancários. Não botem a culpa, nem descarreguem toda a sua fúria para cima dos bancários. Eles não têm culpa de nada.

Pois bem meus amiguinhos. Se isso servir de consolo, não é só Brasil que bancos e banqueiros são um bando de filhos da puta mal vistos pela sociedade.


Link para o vídeo

Pois é. Um telejornal espanhol dizendo como os franceses, ingleses e os americanos (ou estadunidenses, para os babacas que estiverem a ler o texto) veem os bancos. E como, provavelmente os espanhóis veem os bancos. Impressionante, não?

E o pior é que essa visão é compartilhada por todos. Desde trabalhadores, operários e militantes de esquerda, como empresários, industriais, comerciantes e militantes de direita. Um pequeno aviso aos leitores de Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo que consideraram o vídeo (e esse texto) com alto teor comunista e esquerdista. Não sei se vai adiantar alguma coisa esse aviso.

E por falar em bancos, me lembrei de duas tirinhas publicadas pelo Dahmer e que tem a ver com bancos e banqueiros. André Dahmer sempre acertando na mosca.

Aí vão elas.

Tirinha 1326 dos Malvados


Tirinha 1308 dos Malvados

E aqui no Brasil, os bancos já levaram um senhor esporro de uma jornalista da TV Cultura:


Link para o vídeo

Paulada, hein? E sobrou para todo mundo. Até para o governo.

Google Buzz: Um Twitter só não basta?

Primeiramente, antes de mais nada: Oi pessoal, tudo bem? Alguém ainda se lembra de mim? Não, eu não morri.

Fiquei sabendo da existência de mais esse novo produto do Google quando fui abrir a minha caixa de entrada do Gmail e dei de cara com um ícone estranho. Era o tal do Buzz.

Logo de cara estranhei, afinal de contas era um produto do grande G que não tinha sido tão noticiado pela Internet. Ou, querendo eu dar uma de engracadinho, o Google Buzz não teve tanto buzz assim. Pelo menos foi bem menos buzz do que quando foi lançada aquela inutilidade suprema que é o Google Wave.

Pesquisando pela Internet, descobri do que se trata. É um produto do Google que transforma o Gmail numa rede social. Serve para que os usuários possam compartilhar conteúdo com seus amigos e familiares (existe frase mais "web 2.0" do que essa?) . Pode-se ver que o Buzz, pelo menos, tem alguma utilidade, ao contrário do Wave, que serve para tudo e nada ao mesmo tempo.

Dentre o conteúdo que pode ser compartilhado, está a troca de mensagens curtas. Isso não te lembra nada não?

Pois é. Lembra o Twitter. Trata-se mais um "Twitter-like", assim como o Plurk, Jaiku (do Google), Qaiku e outros tantos microblogs que não deram em nada.

Só que vai além. Também pode-se compartilhar fotos, textos, feeds, vídeos. Ou seja, mais um serviço que vai contribuir para a avalanche de informações que os internautas recebem.

Sem contar que, no fim das contas, não há nada de inovador nesse novo produto. O Google reader já tem a opção de compartilhar feeds. Para compartilhar fotos e imagens tem o Flickr, o Picasa e o Twitpic. E o Youtube tem um widget para mostrar os vídeos que a pessoa gostou de ver.

Por causa de tudo isso que está no texto, não me interessei por esse novo serviço. Pelo fato de ser mais uma fonte de avalanche de informações (atualmente estou num processo de diminuição das minhas fontes de informação), como pelo fato de ser mais uma cópia do Twitter. Não gosto do Twitter, desde o começo não me identifiquei com o site, até hoje não criei uma conta lá e a mesma coisa aconteceu com o Buzz. Não me restou outra alternativa senão retirar o Buzz da minha caixa de entrada.

Mas claro, essa são apenas algumas impressões e opiniões minhas.

Para maiores detalhes, vocês podem ler esse texto do Fim da Várzea, da qual eu me baseei para escrever esse texto.
 

Eu sei quem você é

Em sei quem você é, de onde você é o que você está usando para acessar a Internet. Duvida? Então toma:


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