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Para uma pergunta imbecil, o texto perfeito.

Navegando pelo Yahoo Respostas, também conecido como monumento ao idiota desconhecido, encontrei a seguinte pergunta:


Muito provavelmente quem fez a pergunta foi um crente.

E uma das respostas recebidas foi essa abaixo:

Muito provavelmente deve ser outro crente.

Essa pergunta, e as respostas, podem ser vistas nesse link. Por sorte, a maioria das respostas não seguem a lógica de pensamento dos dois (se é que dá para dizer que esses dois têm alguma lógica, ou até mesmo que pensem).

Quer dizer que agora os gays têm de se preocupar e fazer manifestações contra a fome e a desigualdade social e econômica no país? Essa é nova para mim. Não basta os gays terem de se proteger para não serem agredidos ou assassinados por algum neonazista ou outro homofóbico qualquer, não basta eles terem que se proteger da perseguição odiosa e nojenta da crentalhada, agora eles têm que se preocupar com a fome e a desigualdade?

Por que esses crentes não fazem isso, ao invés de perseguir homossexuais ou socar dinheiro no cu de pa$tore$, bi$po$ ou qualquer outro parasita social? Por que essas igrejinhas que aparecem em cada esquina, que não pagam um centavo de imposto e que não contribuem com nada de bom para a sociedade não se preocupam com isso? Por que pastores, bispos, padres, apóstolos e demais sacerdotes não se preocupam com isso, ao invés de se preocupar com dinheiro, política e sexo?

Mas, visitando mais e mais sites, vemos que a desculpa da "luta contra a fome e desigualdade" é usada ad nauseam, quando se acabaram os argumentos (ou mesmo quando não os tinha) e sempre para desqualificar outros argumentos e o combate a qualquer outro problema.

E quando se trata de ciência, então, o pessoal ADORA usá-lo. Como nessa, nessa e nessa pergunta do Y!R a respeito da exploração espacial. Ainda sobre a exploração espacial, nesse texto do MeioBit, em que no último parágrafo o Cardoso já dá um aviso, foi deixado um comentário com essa lenga-lenga e outro comentário de um imbecil citando 2012. Ou então, com o "absurdo" que custou o LHC, ou investimento para se fazer pesquisas no LHC.

Aliás, nada a ver com o post, no texto sobre investimento em pesquisas no LHC, foram deixadas algumas pérolas da mais fina ignorância, com comentaristas que acham que o LHC é inútil, ou que o LHC é para massagear ego de cientistas, ou até mesmo um imbecil citando a bosta do juízo final, ou então um idiota genérico. Dizer o que nessas horas? Fosse depender dessa gentalha ignorante, o ser humano jamais teria saído da caverna e ainda teria medo do fogo.

No final das contas, o que une o pessoal que usa esse tipo de argumento é que o mesmo não faz nada para ajudar o próximo. Não dá férias para a pobre coitada da empregada. Quando a mesma fica doente não ajuda a comprar os remédios. Não doa brinquedo para orfanatos. Não doa roupa e comida para desabrigados. Fica revoltado com político ladrão, mas fura uma fila aqui e suborna um policial ali. Fica indignado com "desperdícios de dinheiro" (como as pesquisas científicas e exploração espacial), mas é capaz de entrar no cheque especial e estourar o limite do cartão para comprar a camiseta da moda, o tênis da moda, o celular da moda, a bolsa da moda ou a novidade tecnológica do momento. Enfim, não faz nada para melhorar nada, mas na Internet adora posar de consciente, ou bom samaritano.

Então, para os conscientes e bons samaritanos da Internet, eu recomendo o texto abaixo, escrito pela Maurício (também conhecido como Ulisses Adirt):


Sim, uma leitura recomendadíssima para as madre Teresa de Calcutá da Internet. Aliás, não só o texto, como os comentários são ótimos também. Apreciem.

Que fique claro que eu, assim como o Ulisses, acho que o problema da fome e da desigualdade são problemas graves, que as pessoas devem se importar com eles e que eles devem ser resolvidos (assim como outros problemas que afligem a humanidade). O problema é quando os "bons samaritanos" usam a fome e a desiguldade para tentar "desqualificar" outros problemas ou deixar de fazer outras coisas (e investir em outras coisas), ou quando usam essa desculpa como muleta para falta de argumentos, ou quando usam essa desculpa ad nauseam e quase que como um ad misercordiam.

E, se mesmo depois de tudo, você considera esse texto, e o texto do Ulisses uma bobagem, uma idiotice ou até mesmo uma crueldade e acha que todos têm que combater a fome e a desigualdade por tempo integral (outros problemas e investimentos podem vir para depois), me responda uma coisa: O que você está fazendo aqui no blog? Saia do blog, feche o navegador, saia da frente do computador, bota a cara na rua e vá fazer alguma coisa real.

E não me encha o saco. Obrigado.

Pergunte-me tudo, não me esconda-me nada.* - [ATUALIZADO]

[UPDATE: Acreditei que o Formspring ia encerrar as atividades e removi a minha conta. O texto não vale mais]

[UPDATE do UPDATE: Na verdade a minha conta no, agora Spring.me, não foi removida, ela apenas estava desabilitada. Já a reativei]

Uma rapidíssima.

Venho por meio desse texto anunciar que, depois de ler e escutar muito a respeito do Formspring, decidi, enfim, fazer uma conta por aquelas bandas.

Para quem quiser me perguntar sobre qualquer coisa, é só clicar nesse link. E está configurado para qualquer um fazer uma pergunta. Sim anônimos podem fazer pergunta. Só quem tem conta lá pode fazer pergunta. Porém pode fazer de maneira anônima.

Só não pensem que eu vou tolerar qualquer coisa. Não tenho paciência para lidar com os flamers aqui no blog e não vou ter paciência para lidar com os mesmos flamers onde quer que seja.

* Sim, eu sei que o título do texto tem um erro gramatical grave. Não me encham o saco, professores de português da Internet.

Links da semana - 11

E depois do empate sem gols de Brasil x Portugal, confiram aí mais alguns textos:
  • Desenho da copa do mundo do Brasil, do Novo Mundo. Com tantos especialistas para fazer a escolha, só poderia ter sido escolhida uma imagem tão linda como essa.
  • Humor e politicamente correto, duas coisas antagônicas!, do Crazyseawolf (nome de blog complicado de escrever). Um belo texto do prof. Cidão a respeito dessa contradição em termos.
  • [Recorde]Carro Elétrico percorre mais de 1000 Km, do OxenTI. Ótima notícia para o meio ambiente e para o bolso de motoristas. Péssima notícia para os donos de postos de combustível.
  • Picaretagem do ano: Óculos... HD, do Meio Bit. Ou, enquanto existir cavalo, São Jorge não anda a pé.
  • Cresçam, por favor, do Tales of the Wasted (outro blog com nome complicado de escrever). Uma singela e delicada homenagem aos "politizadinhos" e à "intelligentzia" da Internet. Tem um pouco a ver com o meu texto sobre a Copa e o ópio (dos pseudointelectuais).
  • Lobista pede pena de morte para piratas, do Meio Bit (de novo). Considerando-se como é esse pessoal das indústrias fonográfica e cinematográfica e sabendo como esse pessoal adora tocar o terror, até que demorou para que alguém aparecesse com essa "sugestão". Será que as editoras de livros podem sugerir o mesmo com os xerocadores?
  • Meus preconceitos musicais, do Megalópolis. Todos nós temos nossos preconceitos e desprezos musicais, não é mesmo? Aliado a isso, o fato de ter a frase "Desprezo pessoas que acham que brasileiro, por ser brasileiro, tem a obrigação de gostar de música nacional" vale MUITO a leitura. O que? Você não gostou dessa frase? A última frase do texto é o que eu tenho a dizer para ti.

Ah, polícia! Ah, polícia!

Eu escrevi um texto falando que o campus da Unicamp daqui de Campinas (e por extensão o distrito de Barão Geraldo) sofre com o índice cada vez mais alto de criminalidade. Roubos, assaltos, sequestros relâmpagos e até tentativas de estupro.

E que, apesar de tudo, ninguém tomou providência nenhuma. Nem a polícia entrou no campus, nem a segurança terceirizada do campus fez algo, nem o reitor (ou prefeitura do campus ou o governador motosserra) lançou concurso público para a contratação de seguranças e nem os demais órgãos da Unicamp (DCE, sindicato dos trabalhadores, CONSU, associação de docentes, centros acadêmicos) fizeram algo.

Corrijam. Não tinham tomado providência nenhuma. Depois de muito tempo, a polícia entrou no campus.

Para cuidar do problema da violência, Lucho?

Que nada! O que a polícia foi fazer no campus foi investigar a respeito do gravíssimo crime da cópia de livros. A segurança pode ficar para depois. O DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e policia invadiram um ponto de xerox e apreenderam diversas cópias. Para maiores informações, leia esse texto.

Pois é. Ao invés de se preocupar com a escalada da criminalidade que tem acontecido no campus e fornecer segurança para alunos, professores, visitantes e funcionários, os órgãos da polícia se preocupam com essa BOBAGEM (escrevo BOBAGEM assim mesmo, com todas as letras em maiúsculo).

E os policiais querem que os estudantes façam o que? São poucos os exemplares que se tem de determinados títulos, e alguns títulos nem são mais lançados (a ponto de não achar nem nos sebos), a universidade não consegue (ou não quer?) comprar mais exemplares, e os mesmos, na maior parte das vezes são caros, e olha que não incidem impostos sobre livros. Pelo menos dessa vez o governo não tem culpa pelo alto preço. Aqui vai a pergunta de 1 milhão: O que sobra para os estudantes, então?

Acertou quem disse: Tirar xerox (que fique bem claro que eu não estou fazendo propaganda da empresa).

Mas a gente entende, não é mesmo? Esse tipo de coisa prejudica o faturamento dos donos e acionistas das grandes editoras de livros (não sei nem se não foram elas que acionaram a polícia). Então, para esse pessoal que vai deixar de faturar, os xerocadores e quem compra as cópias são tão criminosos quanto sequestradores, assaltantes, traficantes ou estupradores. Lembram daquele texto em que eu disse que as indústrias cinematográfica e fonográfica adoram tocar o terror? Pois é, inclua agora as editoras de livros.

É por situações como essas que a gente tem que concordar com algumas críticas que o pessoal do movimento estudantil faz à polícia.

E, mudando completamente de assunto, em notícias como essa sempre surge a ideia de distribuir e-readers para os universitários. Será que daria certo isso? O governador do futuro quis fazer isso na Califórnia.

Não necessariamente precisa ser um Kindle. Existem alternativas que usam o Android, ou então há versões nacionais. Resta saber se essas grandes editoras topariam digitalizar os seus títulos.

Vai começar a copa do mundo: O ópio.

Pois é gente. O dia 11 de junho vem aí. E com ele vem mais uma edição (mais precisamente a XIX edição) do maior evento futebolístico do mundo: O campeonato mundial de futebol masculino. Ou copa do mundo, para ser mais simples.

E há uma categoria de pessoas que esfrega as mãos e aguarda anciosamente a mais essa edição da competição: Os pseudointelectuais. E em especial essa época de ano os pseudointelectuais entram no mais absoluto êxtase. É ópio puro para os pseudointelectuais.

Sim, afinal de contas, o pseudointelectual típico ODEIA futebol e campeonatos de futebol. Pode até odiar outros esportes, mas com o futebol, essa coisa tão popularesca, ele tem um ódio todo especial. Ele odeia, de paixão e com todo carinho, o ludopédio.

E é nessa época que o pseudointelectual típico sai do armário e solta toda a sua verborragia, com frases como futebol é o ópio do povo, futebol distrai a população para o que é "importante", futebol aliena e outros lugares-comuns. Mais ou menos igual ao período do natal, em que os bolcheviques de bazar também saem do armário e mostram a "farsa" e "farra capitalista" que é a data.

E nesse período a pseudointelectualidade e "intelligentzia" tupiniquim começará a escrever e produzir diversos textos sobre política, filosofia, economia, sociologia, antropologia, psicologia e qualquer outra "porralogia" pseudocientífica chata em fóruns, comunidades do orkut, blogs, comentários de blogs e onde mais for possível. Afinal, além do pseudointelectual típico odiar futebol, o mesmo pseudointelectual típico adora posar de politizado.

Portanto, blogueiros que gostam de falar sobre futebol e forem falar algo a respeito da copa, se preparem para a invasão dos pseudointelectuais. Eu já me preparei. Estou aqui com a minha espada e o meu mangual.

Islamofobia, cristofobia, comunistofobia, ateufobia. Vou criar a Luchofobia. Que tal?

O mundo está de uma tal maneira que eu não consigo entender mais nada. Eu sempre aprendi, nas minhas aulas de português, que fobia é uma palavra de origem grega que significa tanto o medo (racional ou irracional) a algo, como, por exemplo, hidrofobia, pirofobia, acrofobia, claustrofobia; como aversão ou até mesmo ódio, como xenofobia (aversão ou ódio a estrangeiros), homofobia (aversão ou ódio a homossexuais), hipopotomonstrosesquipedaliofobia (aversão a palavras grandes. Pois é).

Só que, muito provavelmente por causa dessa merda de mundo politicamente correto, fobia atualmente é sinônimo de criticar, falar mal, falar coisa que alguém não gosta de ouvir ou então contar piada. E a partir disso, surgiu um monte de fobias. É fobia de tudo que é jeito, para todos os gostos. Temos então islamofobia, cristofobia, crentofobia, evangelicofobia, catolicofobia, socialistofobia, ateufobia, comunistofobia, gordofobia, transfobia, judeofobia. Acredite se quiser, existe todos esses termos. Se quiser, você pode usar o seu buscador preferido para encontrar textos idiotas com esses termos.

Até mesmo homofobia (essa coisa abominável) já virou sinônimo de criticar algum gay, criticar a militância gay, falar coisas que gays não gostam ou contar piadas de gays. E, por causa desse negócio de não querer ouvir crítica, também surgiu a heterofobia.

Muito bem. Já que a coisa está dessa maneira, vou criar a Luchofobia. Todo mundo que falar mal de mim, me criticar, disser algo que eu não gostei de ouvir ou falar alguma piada que envolva a minha pessoa será, automaticamente, considerado Luchofóbico. E, com um pouco mais de esforço, posso fazer com que todo Luchofóbico seja processado.

Legal, né? Não. Não é nem um pouco legal. Discordar, criticar ou ter opinião contrária agora é ofender? Se não pode criticar também não pode elogiar. Vamos acabar com todo tipo de opinião, certo? Depois quando se fala que o politicamente correto não passa de uma ditadura, algumas pessoas acham que é exagero.

Já que tudo é fobia, se tem uma coisa que eu sou é idiotofóbico e burrofóbico. Pelo menos por enquanto, ser idiotofóbico ou burrofóbico não é passível de se levar algum processo.

E para aqueles que acharem que eu sou "qualquer-coisa-fóbico", peço encarecidamente que volte a ler o texto.

Video fodástico do dia.


Link para o vídeo

Do que se trata esse vídeo? É um vídeo de balas cravando paredes e outros obstáculos, em slow motion, capturados a incríveis 1000000 de fps (quadros por segundo).

Para se ter uma idéia (ainda não me acostumei totalmente com o novo acordo ortográfico), transmissões normais de televisão são de 30 a 60 fps.

Muito legais as imagens do vídeo. Especialmente as imagens que mostram as balas se desfazendo ao atingir o alvo e as balas quebrando o vidro.

E aí? É ou não é fodástico o vídeo?
 

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