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Porque o politicamente correto é a maior idiotice que existe.

Eu sempre disse aqui no blog que considero o politicamente correto uma grande idiotice e que as pessoas que seguem os ditames do politicamente correto completas idiotas.

Só que eu li um texto que mudou meu ponto de vista. Agora eu considero o sujeito politicamente correto como o sujeito mais imbecil, idiota, rancoroso, cretino, odioso e maldoso que existe. Além de ser um sujeito sem nenhum pingo de senso de humor.

O texto ao qual eu me refiro é esse aqui, publicado no Observatório de Imprensa. Trata-se de uma "análise crítica" feita pelo jornalista Dioclécio Luz a respeito da Turma da Mônica (quem nunca leu Turma da Mônica alguma vez na vida?). Nessa "análise crítica", cheia de devaneios e divagações do mais puro politicamente (muito) correto, o jornalista mostra, por A + B, que a Turma da Mônica é violenta, que a Turma da Mônica estimula o bullying e a violência nas crianças, que a Turma da Mônica não tem nada que preste e que os pais deveriam evitar que seus filhos a lesse e recomenda Calvin, Mafalda e Batman.

Primeiramente que o jornalista é muito desinformado. Não sabe escrever bullying, não sabe escrever o nome do autor da Turma da Mônica (é Maurício de Sousa, com S, não com Z), disse que Batman, Fantasma e Tarzan eram da Marvel (pelo menos o Hulk ele acertou), alega que os EUA tiveram um presidente MacArthur, sendo que os EUA jamais tiveram um presidente com esse nome. O que o país teve foi um político chamado Joseph McCarthy, criador do macartismo (a cruzada anticomunista), que era senador.

Quanto a dizer que a Turma da Mônica estimula que as crianças fiquem violentas, isso é papinho de pai mole que não sabe cuidar das criaturinhas que coloca no mundo. No fundo é aquela velha história de sempre. A culpa das crianças serem umas pestes é da televisão, dos jornais, da sociedade, da Internet, de jogos "violentos". E agora da Turma da Mônica. Nunca, NUNCA a culpa é de pais que não conseguem educar os filhos com a devida rigidez. Rigidez, não violência, mas se bem que umas palmadas na bunda nunca fizeram mal a ninguém. Aliás, pelo contrário. Agradeço muito as palmadas que eu levei. Já pensou se eu não tivesse levado essas palmadas? Poderia ter virado jornalista que faz "análise crítica" de história em quadrinhos.

Quanto a citar justificativas da "violência" de Batman (como a perda dos pais), significa então que é justificável Batman ser "violento"? Mas a "violência" da Turma da Mônica não tem justificativa nenhuma. É isso que eu entendi? Que contradição.

Quanto a dizer que não há nada de positivo no pessoal da Turma da Mônica, temos o Anjinho, o Franjinha (o cientista da turma), a Marina (a artista da turma), o André (um menino autista amissíssimo do pessoal), o Nimbus (um menino sensível e curioso que estuda tudo que tem a ver com o clima), o Astronauta (um herói e curioso por astronomia), a Dorinha (uma menina cega extrovertida e alegre), o Horácio (apesar de ser um Tiranossauro Rex, é gentil e amável) e eu ouvi falar que o Maurício de Sousa estava para lançar um personagem homossexual. Não sei se ele já apareceu.

E, apesar de todos os "defeitos" (Mônica gorducha e esquentadinha, Cebolinha uma peste e cheio de "planos infalíveis", Cascão hidrofóbico e fedido, Magali comilona, Dudu, que não gosta de comer nada e Do Contra sempre do contra (Dã!)), os personagens mantém uma forte ligação de amizade. Apesar de todos os percauços e todas as armações, eles mantém uma linda amizade. Amizade, sabe amizade? Aquela coisa que anda tão rara e banalizada hoje em dia. Atualmente "amigo" é aquele que a gente adiciona no orkut, facebook, myspace, twitter ou qualquer outra porra de rede social.

Quanto a dizer que Mafalda e Calvin são filósofos e revolucionários, quanto a"demanda bélica do Pentágono", quanto a Maurício de Sousa Produções "ser uma marca fazedora de dinheiro", quanto a "personagens sem visão e sem opinião", quanto a dizer que "Maurício de Sousa se espelhou em Walt Disney" (muito provavelmente por Walt Disney ser um anticomunista ferrenho) e quanto a outras bobajadas políticas, demorou para que aparecesse esse ranço comunista intelectualóide e com cheiro de naftalina de FFLCH/EACH/IFCH. Esses agentes do PC acham que vão salvar o mundo com sua cordialidade e amabilidade bolchevique?

Aliás, dizer que Calvin é um "pensador" ou "filósofo" e recomendar ele ao invés da Turma da Mônica, mostra como o jornalista jamais leu história em quadrinhos. Afinal de contas Calvin é um santinho. Ele é o filho que todo pai e mãe gostaria de ter, não é mesmo?

Por causa da quantidade de absurdos e erros do texto, dos comentários recebidos e da reação que o texto provocou, o senhor jornalista escreveu uma réplica. Esse é típico o caso em que a emenda ficou pior que o soneto. A réplica é um monte de mimimi, com o senhor jornalista colocando-se como um coitado, um injustiçado perante os internautas malvados, e cheio de argumentos falaciosos. E ainda apelou para aquele velho argumento falacioso de que "ser politicamente correto é ser contra a homofobia, racismo, machismo, sexismo". Apelou, perdeu. Aliás, quanto a ser "a favor das mulheres votarem", alguém poderia dizer que isso já existe. E desde 1932.

E nessa réplica o jornalista diz que é pai de uma criança de 6 anos. Coitada dela. Tenho pena dessa criança. Tenho mesmo, muita pena. Tenho pena dela por ela ter um pai tão preconceituoso e maldoso.

E, novamente, fez uma massaroca com os políticos. Ele disse que confundiu os "presidentes". Não era o "presidente MacArthur" e sim o "presidente MacCarthy". Os EUA jamais tiveram nenhum presidente MacArthur, MacCarthy ou MacQualquerCoisa. Ele, muito provavelmente se referia a Joseph MacCarthy, que era senador. Jornalista burro, não sabe nada de história. Pede uma ajuda para o Ulisses que te ajuda.

Depois de tudo isso, eu tenho algumas considerações a fazer:

A primeira é que eu tenho muito orgulho de ter lido Turma da Mônica; de ter assistido Pica Pau, principalmente nos primeiros anos em que o pássaro era um grande filho da puta, aprontava com todo mundo e se dava bem; de ter assistido Tom e Jerry, com o Jerry sempre aprontando e o Tom sempre se dando mal; de ter assistido Pernalonga, aquele coelho malandro que sempre aprontava pra cima do Patolino, Hortelino, Eufrazino e quase sempre se dava bem; de ter lido os quadrinhos do Calvin, aquele anjinho que eu já citei acima; de ter assistido Chaves, com todo tipo de preconceito, humilhação, estereótipo e violência e, ao contrário do que pode prever o senhor jornalista, não virei um deliquente, ou uma pessoa violenta, sociopata ou psicopata. Sabe por quê? Porque eu tive pai e mãe que souberam me educar, souberam me dizer o que era o certo e o que era o errado. É isso aí. Enquanto continuar a existir pais e mães que não saibam cuidar dos filhos, o politicamente correto continuará a imperar.

O que o senhor jornalista quer? Um humor do bem, igual ao que o idiota do mionzera propôs?

A segunda é que eu achava que o Observatório da Imprensa fosse um lugar que primasse pela qualidade dos textos que publica. Depois desses dois textos, fiquei com dúvida. Mas se bem que uma colega do senhor jornalista publicou, no mesmo Observatório de Imprensa, um texto criticando a "análise crítica" do senhor jornalista. Então, ainda dá para confiar no site.

A terceira é que sempre se critica o fato do brasileiro valorizar e elogiar o que vem de fora em detrimento do que é feito por aqui. Aí, quando se tem algo produzido no Brasil, de qualidade e que tem mais que ser valorizado, aparece alguém com uma crítica. E ainda uma crítica idiota como essa. Digo isso e repito. A Turma da Mônica é uma produção nacional de qualidade e que tem que ser mais valorizada. Aliás, tanto ela quanto o Sítio do Pica-pau amarelo. Opa, melhor não falar que sítio do pica-pau amarelo tem que ser valorizado. Vai que o senhor jornalista Dioclécio Luz (ou qualquer um que compartilhe das mesma "idéias" e do mesmo "pensamento") queira fazer uma "análise crítica" da obra, dizendo que é uma aberração existir uma boneca falante, uma espiga de milho falante ou um monstro com formato de jacaré falante, ou dizendo que o saci-pererê é um péssimo exemplo para as crianças por aprontar e fumar (vai que dentro do cachimbo do saci tenha crack? Não se sabe), ou que a valentia do Pedrinho estimula a violência entre as crianças. Ou queira dizer que Monteiro Lobato se inspirou em Walt Disney ou qualquer outro cineasta, artista ou escritor anticomunista.

A quarta é que eu achava que a UnB prezava por selecionar os melhores alunos para os seus programas de mestrado e doutorado. Mas, pelo visto, aceita qualquer Zé Ruela. Só falta esse Zé Ruela virar professor.

E a sexta e última é um questionamento. Depois de tudo isso eu pergunto: Pra que servem jornalistas? E pra que a gente precisa deles?

Aliás, depois de escrever esse texto, fiquei com uma vontade de ler um gibi da Turma da Mônica. Vou até uma banquinha aqui perto de casa comprar um. O senhor Fredric Wertham, ops, quer dizer, Dioclécio Luz certamente não vai gostar. Ele que se dane.

E no último sábado a poderosa começou a exibir Turma da Mônica, para o desgosto do senhor Fredric Wertham. Quer dizer, Dioclécio Luz. Confundi de novo, mas é que os dois são tão parecidos. Novamente, ele que se dane.
 

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