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Enfim, o ciberativismo teve algum resultado.

O meu último texto (aliás, os meus últimos textos) tem sido sobre a mesma temática: O sofativismo. Ou sobre como as pessoas (em especial os Homo internauticus) são tão idiotas a ponto de achar de verdade que com ações inócuas de Internet vão resolver os problemas do Brasil e do mundo, ou pelo menos, vão fazer com que as pessoas "pensem" a respeito dos problemas. Aliás, tenho que dizer que terá mais alguns textos sobre essa temática, aguardem.

E sobre esse negócio de "pensar", aqui vai um ditado klingon: Aja e terás o jantar, pense e serás o jantar.

Mas nesse texto eu vou dar o braço a torcer e mostrar exemplos onde, enfim, o ciberativismo deixou de ser sofativismo, foi usado de forma correta e acabou realmente mudando as situações. E mudou para melhor. Os dois primeiros exemplos são a respeito de duas propagandas aonde havia uma apologia ao estupro. Não vou me alongar muito nesses casos, para mais informações, leia esse texto do Karlos.

Já o terceiro exemplo foi o que me motivou a escrever foi a respeito daquela menina de 13 anos de Santa Catarina que criou uma subversiva página no Facebook para denunciar os problemas que estavam acontecendo na sua escola. O resultado: Melhorias foram providenciadas na escola. Eis aí um resultado.

Porém nem todo mundo gostou da iniciativa. Vários professores começaram a vir com indiretas para cima da menina e ameaçando de processo, a menina começou a sofrer represália de funcionários e a diretora "sugeriu" que se removesse a página. "Sugerir" que se remova a página. É a velha atitude dos incompetentes e dos autoritários de matar o mensageiro ou jogar fora o sofá. Isso por si só já é um absurdo. E piora ainda mais com essa atitude vindo de uma diretora de escola. Mais informações podem vista nessa notícia do Partido da Imprensa Golpista.

Além disso, outra coisa ruim foi a sondagem da menina por meio de políticos, conforme essa notícia do Estadão (outro membro do Partido da Imprensa Golpista). Político é uma ave de rapina mesmo. Não perdoa nem criança. Já querem obter vantagem política em cima da menina.

E a última coisa ruim foi essa notícia do G1. Quer dizer, não exatamente a notícia mas um comentário em especial. Eu sei, pessoal, que quem comenta em portal de notícias é a escória ignara da Internet mas eu tento procurar algo de bom nesses lugares (sou teimoso, fazer o quê?). Um dos comentários foi esse:



Falar o quê? A menina fica indignada com a situação da escola, cria uma página e posta nessa página as fotos e vídeos que fez na escola, é ameaçada por professores e funcionários e a diretora sugere que a menina remova a página e tem comentarista bundão que além de não ajudar ainda acha ruim do que a menina fez? O bom foi que, dentro da própria página do G1, o fdp recebeu respostas à (está certo esse "a" com crasse?) altura, me poupando de ter que escrever a tal resposta.

De toda forma, eis aí o ciberativismo sendo usado de forma correta. Toma essa e aprendam a lição sofativistas. Aprendam que compartilhar imagens no Facebook com fotos chocantes, fazer videozinho irado no VocêTubo, xingar muito no Twitter, fazer twittaço/twitaço/tuitaço/tuittaço e emplacar réxitégui nos trenditópiquis, assinar abaixo-assinado online e mudar avatar não serve para nada. Acho difícil que a lição seja aprendida, mas...
 

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