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22 de dezembro de 2012. E o mundo não acabou

Hoje é 22 de dezembro de 2012 e se você está lendo esse texto significa que o mundo não acabou. O que também significa que eu ganhei uma aposta que eu fiz com alguns idiotas que diziam que os maias não errariam, que Deus e Jesus Cristo voltariam e passariam o passaralho em todo mundo e bateram pé que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012 (ontem). Portanto, hoje estarei ocupado cobrando a aposta que eu ganhei.

Agora, falando sério. Era óbvio que o mundo não acabaria ontem. Essa data foi uma das mais de 200 datas que as amebas bípedes que andam por sobre este pálido ponto azul achariam o que o mundo acabaria.

Mas o mundo um dia vai acabar sim. Chegará uma hora em que o combustível do SOL (hidrogênio) se esgotará e o sol se expandirá. E nessa expansão, ele engolirá Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Sim, isso, um dia, irá acontecer. Quando? Daqui a uns 5 bilhões de anos.

E no mais, legal foi ver a homenagem prestada pelo Google e a trollada do Apolo11.com (quem diria, até o Apolo11.com).

É isso aí gente. Foi bom conhecer vocês.

Foi bom enquanto durou. Tchau pessoal.


Link para o vídeo

Vi esse vídeo nesse texto do BlaBlaGol.

Quem também sofre com a queda das vendas de jornais e revistas

Acho que não é novidade para ninguém que jornais e revistas estão amargando quedas em suas tiragens. A ponto de alguns até mesmo encerrarem a venda de sua versão impressa. No fim de 2010, o Jornal do Brasil encerrou sua versão impressa, passando a existir só na Internet. Logo depois aconteceu a mesma coisa com o O Estado do Paraná. A questão de alguns meses, a vítima foi o JT, ou Jornal da Tarde que encerrou de vez. Em seguida, foi o Diário de Natal. Em novembro foi o Diário do Povo, um jornal daqui de Campinas que encerrou a versão impressa e agora só publica pela Internet. E em janeiro de 2013, se o mundo não acabar antes, circulará a última edição da revista Quatro Rodas Motos. Eis a cronologia de encerramentos. E isso porque dizem que a coisa não está tão ruim para os jornais aqui no Brasil

E nessa queda das vendas, quem é que também sofre e quase não é lembrado? Acertou quem disse bancas de revistas e jornais, ou as famosas e simpáticas banquinhas de jornal. A vida ficou difícil para quem é (ou quer ser) dono de uma banquinha de jornal. Isso aliás foi o tema de uma entrevista feita pela EPTV (afiliada da Globo aqui em Campinas, e portanto, mais uma integrante da Imprensa Golpista™). A reportagem é essa aqui. Voltaremos logo em seguida. Aguarde...

Já viram? Ótimo. É gente. A situação tá braba para quem é dono de jornal. Teve banca que reduziu a venda de 300 jornais por dia para 30 jornais. E o baque é tanto que algumas não aguentaram. Nos últimos dois anos, aqui em Campinas, foram 13 banquinhas que simplesmente fecharam. E antes fosse só aqui em Campinas. Em Manaus está acontecendo a mesma coisa. E em São Paulo a coisa está pior. Uma banca por dia.

Mas o curioso foi ver que algumas bancas acabaram, darwinisticamente, se adaptando ao novo ambiente e viraram lojas de conveniência. Algumas vendem bebidas, outras vendem guloseimas, outras chips para celular, outras viraram pontos de recarga de celular (cansei de recarregar meu celular nessas bancas).

Pois é, gente. Se até bancas de jornais estão tendo que se adaptar ao novo ambiente e seguir o que disse Darwin, por que as gravadoras não podem fazer o mesmo? Ficar lutando contra o que é inevitável vai fazer com que elas tenham o mesmo destino das banquinhas que não conseguiram se adaptar ao novo ambiente. No fim, sempre Darwin dá a última palavra. Sempre.

A coisa tá tão ruim assim, Folha?

Eu tinha escrito alguns meses atrás a respeito da sensacional oferta que eu recebi assim que eu comprei o meu novo computador, que era a assinatura, digrátis, por 3 meses de qualquer revista da Abril.

Escrevi que uma oferta dessas só faz sentido por causa da queda da tiragem que jornais e revistas têm sofrido nesses últimos anos. Alguns já estão desesperados. A Abril foi a primeira.

Agora olha só outra que também está desesperada:


Pois é. Agora é a vez da Folha. Recebi essa outra sensacional oferta, por e-mail, vinda do excelente portal de currículos e empregos Curriculum, para fazer a assinatura, também digrátis, por 20 dias, da fAlha, quer dizer, da Folha, também conhecida como o jornal da ditabranda.

Assim como eu fiz para a Abril, digo para a Folha: Obrigado, mas não, obrigado. E, assim como para a Abril, se a situação na Folha está ruim (e os 40 jornalistas da Folha demitidos no ano passado que o digam), eu acabei de piorar um pouco mais, heheheheheh. Sim, companheiro, vou deixar de financiar a Imprensa Golpista™.
 

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