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Quem também sofre com a queda das vendas de jornais e revistas

Acho que não é novidade para ninguém que jornais e revistas estão amargando quedas em suas tiragens. A ponto de alguns até mesmo encerrarem a venda de sua versão impressa. No fim de 2010, o Jornal do Brasil encerrou sua versão impressa, passando a existir só na Internet. Logo depois aconteceu a mesma coisa com o O Estado do Paraná. A questão de alguns meses, a vítima foi o JT, ou Jornal da Tarde que encerrou de vez. Em seguida, foi o Diário de Natal. Em novembro foi o Diário do Povo, um jornal daqui de Campinas que encerrou a versão impressa e agora só publica pela Internet. E em janeiro de 2013, se o mundo não acabar antes, circulará a última edição da revista Quatro Rodas Motos. Eis a cronologia de encerramentos. E isso porque dizem que a coisa não está tão ruim para os jornais aqui no Brasil

E nessa queda das vendas, quem é que também sofre e quase não é lembrado? Acertou quem disse bancas de revistas e jornais, ou as famosas e simpáticas banquinhas de jornal. A vida ficou difícil para quem é (ou quer ser) dono de uma banquinha de jornal. Isso aliás foi o tema de uma entrevista feita pela EPTV (afiliada da Globo aqui em Campinas, e portanto, mais uma integrante da Imprensa Golpista™). A reportagem é essa aqui. Voltaremos logo em seguida. Aguarde...

Já viram? Ótimo. É gente. A situação tá braba para quem é dono de jornal. Teve banca que reduziu a venda de 300 jornais por dia para 30 jornais. E o baque é tanto que algumas não aguentaram. Nos últimos dois anos, aqui em Campinas, foram 13 banquinhas que simplesmente fecharam. E antes fosse só aqui em Campinas. Em Manaus está acontecendo a mesma coisa. E em São Paulo a coisa está pior. Uma banca por dia.

Mas o curioso foi ver que algumas bancas acabaram, darwinisticamente, se adaptando ao novo ambiente e viraram lojas de conveniência. Algumas vendem bebidas, outras vendem guloseimas, outras chips para celular, outras viraram pontos de recarga de celular (cansei de recarregar meu celular nessas bancas).

Pois é, gente. Se até bancas de jornais estão tendo que se adaptar ao novo ambiente e seguir o que disse Darwin, por que as gravadoras não podem fazer o mesmo? Ficar lutando contra o que é inevitável vai fazer com que elas tenham o mesmo destino das banquinhas que não conseguiram se adaptar ao novo ambiente. No fim, sempre Darwin dá a última palavra. Sempre.
 

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