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Blogs políticos são uma merda!! - 3 - A saga final.

Um dos textos que gostei bastante de ter escrito nesses últimos dois anos foi aquele em que, aproveitando o gancho deixado pelo CMilfont, joguei merda no ventilador e disse que praticamente todos os blogs políticos no Brasil são uma merda, e que, inclusive, teve uma continuidade. Há exceções? Claro que há, mas sabem o que dizem das exceções.

Pois muito bem. Eis que, do nada, assim que eu publiquei aquela continuação, encontrei um texto que corrobora de maneira irrefutável o que eu disse a respeito desses blogs e serviu para fomentar ainda mais a ojeriza que eu tenho dessa gentalha politicuzinha de Internet e encerrar com pompa e circunstância essa trilogia. Aí vai o tal do texto:
"Foi a gota d'água na garganta do brasileiro! Agora que o foco é qualquer coisa, "o gigante acordou"!

A verdade é que eu nem pisco pra 50 mil homicídios por ano, quando a caracterização de guerra civil é em 10 mil. Eu tolero R$ 1,5 trilhão em impostos também por ano ano, o que nos deixa mais ou menos com 30 fodendo MILHÕES de reais para evitar CADA homicídio nesse país.

Eu tolero mensalão, PEC 37, transformar o STF em escritório de advocacia do PT (Toffoli, Lewandowski, Rosa Weber e Barroso lá nem fazem diferença, mesmo). Eu tolero o salariozinho de merda até de deputado que não é corrupto. 

Eu agüento no rabo impávido e colosso que tudo o que custa US$ 10 na América aqui saia pela bagatela de 80 mangos, mas é tudo para proteger os pobres e fazer distribuição de renda com impostos, porque certamente estamos diminuindo muito a desigualdade social fazendo com que só rico possa ter carro importado, enquanto o pobre tem de usar ônibus cartelizado pelas únicas empresas cupinchas da prefeitura (ou seja, do prefeito), financiando ainda mais os bolsos do Estado.

Aliás, também tô cagando e andando um torosso federal pro preço da gasolina, mais cara da América Latrina e uma das mais caras do planeta. Isso tudo porque eu amo a Petrobras e engulo ao invés de cuspir a litania de que ela é "do povo", ainda mais pra dar uma rouanetada e projetar a "cultura", porque gente é o que inspira a gente (mas só quem se favorece é grande "artista" – o petróleo não é nosso, é do Tico Santa Cruz e da Maria Bethânia), mesmo que, quando eu vá no posto, dizer que o petróleo é meu só faz o frentista me mandar alargar meu anel rugoso.

E meu hímen complacente também agüenta fundo que esfarelem qualquer proteção que o indivíduo tenha contra o governo, que aceitem cortes internacionais aumentando o poder com uns vizinhos maravilhosamente democráticos como os nossos, porque sei que o comunismo já era, e assim que caiu o Muro, 100% dos que acreditam em Marx no mundo se convenceram de que aumentar o poder do Estado não vale a pena da noite para o dia.

Sobretudo, eu suporto no cangote sem chiar que nossa cultura não mereça senão as duas primeiras letras, que sejamos o único país no planeta em que a literatura não espelhe em nada a realidade atual, que tudo o que se diga seja sobre a ditadura militar, que os estadunidenses malvados estão nos manipulando e tudo se resolverá com mais educação, mesmo que eu não saiba o que cazzo se ensina numa faculdade de pedagogia.

E eu não movo uma palha contra gente concentrando o poder e me obrigando a trabalhar até maio todo ano para financiar suas mordomias e têm passagens semanais pagas porque ninguém agüenta viver na soviética Brasília, enquanto uma viagem de avião custa o preço de um rim em aeroportos que só não causam mais acidentes por milagres, e mesmo quando matam centenas de pessoas de uma vez enquanto jornais governistas dizem para mim no dia seguinte que a pista estava em ótimas condições, eu só vejo nisso um motivo para falar "chupa, Jornal Nacional!"

E o que são 60 mil mortes no trânsito por ano, senão acidentes de percurso? O que é a inflação, senão um fato da vida, que um governante nunca, sob nenhuma hipótese, iria causar para financiar seus gastos luxuosos sem precisar aumentar impostos, e depois pedir voto dizendo que a inflação tá difícil de controlar, mas vamos vencer esse mal terrível fazendo o dinheiro do pobre valer menos que papel higiênico usado? Eu nem sei que o preço do tomate aumentou 150% em um mês, porque minha consciência política é de poder popular de Vila Madalena, e nunca fiz feira uma única vez na vida.

E estou me lixando para termos uma maioridade penal cabível talvez no Paraíso muçulmano enquanto assassinam 3 pessoas incendiadas porque elas não tinham dinheiro o suficiente e ainda compro uma verborréia mela-cueca de que a culpa dos assaltos é dos assaltados, invertendo sempre sujeito e objeto e culpando a classe média e outras generalidades da qual eu mesmo faço parte. Isso dá para suportar numa boa, afinal, querer mudar isso é coisa de fascista extremista.

Mas aí aumentam o preço da passagem de ônibus em R$ 0,20 e o PSTU organiza um protesto, toma um spray da PM depois de explodir uma bomba no metrô e vandalizar a cidade inteira e agora está todo mundo contra tudo isso que está aí.

Aí não deu para agüentar. Foi a gota d'água. O gigante agora acordou e vou protestar exatamente quando o PSTU me mandar, porque minha consciência política vai mudar o mundo e os governantes vão finalmente me temer.

Agora é muito mais do que R$ 0,20 centavos e serei completamente apartidário, porque sei colocar a importância das coisas em perspectiva. Foi a gota d'água." 

 

Foi a minha primeira impressão que eu tive ao terminar de ler o texto. Aliás, é sempre essa a impressão que eu tenho quando eu leio o texto. Só fico na dúvida: A chupeta caiu do berço ou foi a mamãe que esquecer de dar a mamadeira?

É óbvio que o bebê chorão autor do texto (que inclusive é dono de um dos blogs que eu citei naquele texto, mas peço encarecidamente para não citarem o nome dele nos comentários. Não vou dar publicidade para gentalha) falou a respeito daquelas manifestações de junho e de julho, a época em que "o gigante acordou" mas pelo visto voltou a dormir.

É claro que há críticas válidas a esses protestos que aconteceram em junho e julho, como o fato do "gigante que acordou" ter ido dormir tão rapidamente, os quebra-quebra e vandalismos que aconteceram (se fosse só em bancos seria ótimo. Sim, todo castigo para bancos é pouco), a agressão que os militantes de partidos sofreram simplesmente por estarem com uma bandeira ou camiseta de um partido, o fato de ter virado um dia do basta contra tudo isso que está aí e o principal (eu já tinha falado disso) e o fato de que, o que começou como manifestações e protestos, terminou como uma enorme micareta fora de época em que, como tudo na era dos selfies, o pessoal aproveitou para tirar fotinhas de si mesmo e postar no feicibuqui e no istragão. Isso sem falar do exagero do pessoal que considerou essas manifestações como a nova "queda da Bastilha" (sim, teve gente que disse. Será que esse pessoal que disse isso conhece História?). Mas todas essas são críticas válidas, bem diferente do mimimi da choradeira do texto escrito por esse bebê chorão blogueirinho politicuzinho.

E, como era de se esperar nessa era de revolucionários de sofá, esse texto foi curtido e compartilhado por um monte de sofativistas. Aliás, uma coisa que eu esqueci de escrever naqueles meus textos anteriores. Praticamente todos os blogueirinhos politiCUzinhos (bem como os politiCUzinhos e politizadinhos de Internet) são um bando de sofativistas.

A Internet seria um lugar muito melhor se esses blogueirinhos politiCUzinhos e politiCUzinhos e politizadinhos em geral não existissem. Ou se, pelo menos essa gentalha não adentrasse os blogs dos outros para encher os pacovás (essa palavra existe sim, corretor ortográfico do Firefox)

E você, blogueirinho politiCUzinho que ficou bravinho com esse texto ou então é um puxa-saco do autor do texto que eu citei e quiser vir me xingar, peço que antes me responde uma pergunta: O que foi que o seu bloguinho politicuzinho melhorou a sua cidade, seu estado, seu país e o mundo?



Vamos lá. Responda amiguinho.

Mas se não quiser me responder e quiser dar uma de idiota me xingando muito no blog, tudo bem. Apenas que você vai ter o seu e-mail e IP expostos publicamente e será banido do blog. OK? Você escolhe.

E, para encerrar de vez com essa trilogia, deixo esse texto do Cardoso com um pastelão criado por essa gentalha politiCUzinha. Pois não basta fazer merda, ainda tem que remexê-la. Como disse o André, um festival de fanatismo, ódio, raiva e fel de todos os lados.
 

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