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Ser famoso na Internet é como ser rico no Banco Imobiliário - A prova.

Hoje é um dia especial. Vai dizer que não? Hoje é 29 de fevereiro. Esse dia só acontece a cada quatro anos. E por ser um dia especial, será publicado hoje um texto especial.

Uma frase que se ouve bastante pela Internet é a frase que intitula esse texto, de que a fama na Internet vale, quanto muito, para comprar umas casinhas e hotéis de plástico. É uma frase cheia de sarcasmo para dizer que a internet promove sensações muito irreais. A fama é falsa, o poder de influência é falso, a popularidade é falsa, o poder de mobilização é falso, a capilaridade é falsa. Enfim, todos os dividendos advindos da Internet são falsos.

Mas será que é assim mesmo? Decidi dar o benefício da dúvida e ver se essa frase é verdadeira ou não. E para tal, decidi fazer um teste. Aproveitando o professor André tem uma sobre esse assunto, que diz que esse pessoal da Internet é tão influente que se eles falassem sobre doação de sangue todos os seus seguidores doariam sangue na hora - só que não - e aproveitando que sou um doador de sangue o teste foi a respeito disso. Enviei um e-mail (com o meu verdadeiro eu) para várias celebridades de Internet com milhares ou milhões de seguidores em que eu me apresentava, dizia que era doador de sangue e dizia também se eles não poderiam estimular seus seguidores a fazer uma doação de sangue. Segue abaixo a mensagem que eu enviei:


Muito educado esse e-mail, não acham? Nem parece que sou eu. Enviei então essa mensagem para várias celebridades de Internet. E quais foram elas? Bem, enviei para as seguintes celebridades: Playboy carioca que se acha o intelectual e crítico de óculos escuros que berra, fala palavrão e xinga feito um filho de mãe solteira (talvez seja por isso que ele berre, xingue e fale tanto palavrão), gordo barbudo depressivo e deprimente que a cada cinco palavras que deblatera, quatro são palavrões, baixarias, obscenidades, baixo calão ou demais baixezas do tipo (e a única palavra que não é nada disso é puro senso comum), quarentão branquelo liberOtário sustentado pela mamãe, sofativista mongoloide asmático que só faz berrar palavrão e martelar a mesa se achando o novo Alborghetti (por que um dia ele não martela a própria cabeça?), sofativista de voz fina, nariz de palhaço, cabeça de papel e olhos esbugalhados que acha que está mudando e revolucionando a política do país e o país porém sequer consegue fazer com que baixe o preço de uma porcaria de um ovo de páscoa (aliás, por falar em ovo de páscoa), aspone de política maconheira que só sabe parasitar em autarquias do estado de São Paulo (e a própria política maconheira parasita), sofativistas lunáticos e conspiranoicos que acham que estamos em 1964 e que o país está a beira de um golpe militar (e eles estariam do lado dos militares) e roqueiros brasileiros decadentes e não decadentes (pois jamais chegaram ao top. E jamais chegarão). Por uma questão ética, preferi não falar o nome deles e usei essas definições extremamente vagas e genéricas. E certamente vocês nem desconfiam de quem se trata.

E sim, vocês viram direito. Enviei esse e-mail em agosto de 2015 e dei um bom tempo para o teste. Decidi dar mesmo o benefício da dúvida.

Passou-se um dia, dois dias, três dias e...


E os dias se transformaram em semanas. Passou-se uma semana, duas semanas, três semanas e...


E as semanas se transformaram em meses. Passou-se um mês, dois meses, três meses e...


Até que se passou seis meses agora em fevereiro e não aguentei. Seis meses e não recebi UMA ÚNICA mensagem dos milionários do banco imobiliário (agora que vi que é verdade, posso dizer isso a vontade) dizendo que legal, dizendo que apoia a medida, dizendo que vai publicar um vídeo, um tweet, um texto pedindo para que o seguidores façam doação de sangue. Absolutamente NADA.
"Mas Lucho. Eles podem ter publicado qualquer coisa e nem te avisaram."
E você acha que eu também não fui verificar isso? Verifiquei e eles não colocaram porra alguma de material. Nada de vídeo, nada de texto, nada de tweet. Nem mesmo Textão™. Enfim, nada de nada de absolutamente nada.
"Mas eles podem ter feito secretamente. E com os milhões de seguidores que eles têm, resolveram o problema do estoque de sangue."
Pode até ser. Pena que a realidade diga o contrário [1][2][3][4].

Então ficou provado. De fato, ser famoso na Internet é como ser rico no Banco Imobiliário. Pode até ter um pouco de glamour, mas não vale e não significa porcaria alguma.

Para quem é doador de sangue, ou quer fazer a primeira doação, pode ver onde existem hemocentros nesta página. Quanto aos milionários do Banco Imobiliário que ignoraram o e-mail que enviei e que provaram que, realmente, ser famoso na Internet é como ser rico no Banco Imobiliário, o que é de vocês está guardado. Só digo que o AdBlock é muito bom e continuarei a usá-lo. E venham me pedir esmola (ops!! Deixe-me fazer uma correção. O correto é crowdfunding) ou me pedir para que participe de algum Mendigon, quer dizer, Patreon, para ver o que acontecerá com vocês.

Links da semana - 51.

Depois de passada a lista de número 50 e após ter passado Super Bowl, também, de número 50 (dessa vez, o Super Tigela foi com algarismos arábicos ao invés de algarismos romanos), viemos com mais uma lista. A de número 51.

Se a anterior foi gigantesca (quase cinquenta textos), desta vez, será mais curtinha. Mais curta que coito de porco. Seguem então os textos:
E é isso aí. Aproveitem as leituras.

Estejam avisados.

Não é porque estamos na Internet que podemos fazer qualquer coisa e podemos compartilhar qualquer coisa com quem quer que seja. As leis que valem no mundo real também valem no mundo da Internet (eu sei que tem gente que odeia quando se faz essa dicotomia e é por isso mesmo que eu a faço). Uma dessas coisas envolve pornografia infantil e pedofilia.

Compartilhar ou armazenar quaisquer tipos de materiais com pornografia infantil é infração criminal, conforme diz o aviso abaixo:


Pois é. Também não tenho palavras.

Onde foi que eu obtive isso aí? Foi naquele sitezinho ridículo e patético chamado DiHitt (ausência proposital de link), uma das inúmeras cópias verde-e-amarela do Digg (com link desta vez) que surgiram e, creio eu, a única que ainda está no ar, não sei como, cujo perfil no Twitter tem a última notícia publicada em 6 de julho... de 2011 (conseguiu ser mais inativo no Twitter que a Dilma).

Pelo menos ele removeu o vídeo e fez a denúncia. Não foi igual a um bando de sofativistas idiotas, estúpidos e ignorantes (desculpem-me pela sucessão de pleonasmos) que ao se deparar com um site com pornografia infantil, ao invés de denunciá-lo, decidiu divulgá-lo para as celebridades do Twitter e acabou, eles mesmos, sendo incriminados por divulgar pornografia infantil.

A coisa realmente está ruim, né Abril?

Quatro anos atrás eu escrevi dois textos (esse e esse outro) a respeito de duas "ofertas" sensacionais, uma da fAlha, quer dizer, Folha, o jornal da ditabranda, e outra da Abril, em que eu teria acesso completa e totalmente di grátis, obviamente que por um período limitado, ao sensacional conteúdo veiculado por eles.

Na época (lembrando os senhores que em termos de Internet, quatro anos é como se fosse outra época), essas "ofertas" sensacionais surgiram por conta do declínio da tiragem de jornais e revistas (que aliás, não é só empresas de mídia que sofrem com essa queda).

Entretanto, desde aquele período, mesmo com a queda da venda de jornais e revistas ainda acontecendo, não tinha recebido alguma "oferta" sensacional do tipo.

Até o exato momento.



Que promoção mais do que sensacional, Abril. Terei 50% de desconto se eu assinar Cláudia (uma típica revista feminina que acha que mulher só se interessa por cozinha, costura e moda), Exame (a revista para o aprendiz de empreendedor que quiser falir seu negócio) e a Veja que... bem, dispensa quaisquer tipo de apresentações. Mas mesmo assim faço questão de ressaltá-las.

Não somente isso, além de pagar metade pela assinatura dessas três revistas de inconteste qualidade ainda ganharei, totalmente na faixa um... cooler. Presentaço - ainda mais que está chegando o meu aniversário. E para quem não bebe então, simplesmente perfeito.

Assim, como disse nas outras duas vezes, direi novamente: Obrigado mas não, obrigado. Sei que a situação está ruim e que acabei por piorá-la. Desculpe, é a crise.
 

Eu sei quem você é

Em sei quem você é, de onde você é o que você está usando para acessar a Internet. Duvida? Então toma:


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