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Blog do Lucho agora é HTTPS.

Uma novidade nova aqui no blog. Depois de muito bater cabeça enfim consegui fazer uma coisa que gostaria há muito de fazer. Consegui enfim colocar HTTPS aqui. Sim, acredite se quiser, senhores, dá para colocar HTTPS em blogs no Blogger.

Na verdade o processo para colocar HTTPS no Blogger é bem simples. O que me matou (e fez eu perder os poucos cabelos que ainda me restam) foi o Disqus. Toda vez que eu colocava a versão segura do protocolo, os comentários simplesmente sumiam. Tentei fazer de tudo para que os comentários aparecessem, porém não tinha jeito. Eles sumiam, eu desistia e voltava ao HTTP.

Até agora.

Até que, enfim, descobri uma ferramenta, no próprio Disqus, que faz com que os comentários não sumam. Na verdade, o que se tinha que fazer era mapear as URLs. E para fazer isso, basta ir na página inicial do Disqus, clicar em Community > Migration Tools > Start URL Mapper. A partir daí a página é bem elucidativa, bem autoexplicativa e por causa disso não vou dar mais passos do que é para fazer. Sim, a página é em inglês. Você não sabe inglês? Leia o último texto.

Fiz o passo a passo e... voilà. Os comentários apareceram. Um alivio para que o Segão, Clover, Nestor, Celso e André não pensem que eu removi os comentários de todos eles.

Com essa nova... novidade, creio que o blog ganha uma lufada de amadurecimento. Pelo menos fica a sensação de que a casa não está abandonada. Além de fazer com que a navegação pelo site fique mais segura. Pelo menos isso que eu espero.

E também foi boa esta exata hora em que eu consegui colocar a versão segura do protocolo, quando Chrome e Firefox decidiram vir com artilharia pesada contra quem não usa HTTPS. Além do mais, já faz um tempo que HTTPS é usado pelo Google para rankear páginas (e imagino eu que Bing, StartPage e DuckDuckGo também levem isso em consideração). Quem sabe o Blog do Lucho consegue aparecer melhor posicionado nas buscas, hein? Na verdade, eu queria colocar HTTPS aqui mais por causa deste último.

Que seja. Depois de ter conseguido fazer essa alteração, até me animei e me motivei para continuar a blogar por aqui.

Mas ainda continuo não pedindo doações e nem fazendo questão delas. Novamente, tenho minhas razões para tal.

Breve recado para jornaleiro / blogueiro / youtubeiro arrogante.

Pois é. Só mesmo em feriados para eu vir aqui e publicar algo nessa bosta.

Nos últimos dias aumentou a quantidade de canais informativos (e por canal aqui eu me refiro a blogs, podcasts, portais, etc. Não existe somente YouTube, filhão) pedindo doações. Canais pedirem doações não é novidade, eles sempre existiram, porém nestes tempos espinhosos, com o recrudescimento do uso de bloqueadores de propaganda (não é só o AdBlock que faz isso, que aliás, já ultrapassei 1,5 milhão de itens bloqueados com essa belezinha) e com a Google querendo cortar a grana de youtubeiros (e eu acho que esse corte também deveria se estender a blogs e portais, já que é cada merda que tem por aí que, se eu tivesse uma empresa, ficaria muito incomodado de ver o nome dela - e o meu por tabela - vinculado a essas merdas) é que aumentou a quantidade de pessoas recorrendo a doações e recorrendo a ferramentas como Apoia.se, Catarse, Kickante, Vakinha, Padrim e Patreon, além dos tradicionais PayPal e PagSeguro (todos esses sites usam HTTPS e eu aqui não consigo colocar a merda do HTTPS sem que sumam os comentários do Disqus).

Não há nada de errado, ilegal, imoral, aético ou vergonhoso em se pedir doações. Sério. Não há nada mesmo. Ora bolas, as principais universidades americanas (estadunidense é a bola esquerda do meu escroto) faturam muito com doações. Yale, Cornell, DukeHarvard e outras grandes universidades possuem programas para doação. Até as universidades brasileiras recebem doações. Obviamente que em menor quantidade (IIIIHHHHH!!!! O Globo??!!! Imprensa Golpista!!! Mata, pica, fatia, queime e jogue sal) por causa da mentalidade da população e do empresariado e também por causa da burocracia que é para fazer essas doações, embora haja um projeto de lei para fazer com que esse processo não seja tão burocrático. Novamente, não há nada de errado.

O problema é que o pessoal em Terra Brasilis degradou a atividade e o que era para ser um simples pedido de doação acabou se transformando em mendigagem, com um monte de jornaleiros, blogueiros, youtubeiros, podcasteiros e outros "produtores de conteúdo" achando que o público que os acompanha tem a obrigação de dar dinheiro ao conteúdo único e exclusivo em toda a Internet mundial que ele produz. O negócio degradou tanto que tem gente que chama o Patreon (que até hoje os mendigos da Internet não sabem se pronuncia pátreon, patreón ou pêitreon. Aliás, esses mendigos ainda acham que "patron" é patrão, quando na verdade significa patrono) de "Mendigon".

E alguns desses jornaleiros, blogueiros, youtubeiros e outros "produtores de conteúdo" são ainda mais ameaçadores. E a "ameaça" é da que, se ninguém cumprir com o dever de dar esmola a eles, o tal conteúdo único, inédito e exclusivo em toda Internet mundial será pago (exatamente, o maldito PayWall).

Pois para esses jornaleiros, blogueiros, youtubeiros, podcasteiros arrogantes que se acham e acham que o seu conteúdo é tão único e tão exclusivo que todos deveriam pagar para vê-lo, eis aqui um gráfico:


O que é esse gráfico? É um gráfico com os idiomas mais usados na Internet, que foi tirado de um site muito legal chamado W3Techs, que contém diversas estatísticas sobre a Internet. Uma dessas estatísticas é com relação a idiomas.

Pelo gráfico acima, retirado no dia de hoje, 22 de abril de 2017, pode-se ver que de todo conteúdo produzido e publicado na Internet, 51,8% está em inglês, enquanto que 2,5% está em português, o significa que, hoje, dia 22 de abril de 2017, há em média 20,72 vezes mais conteúdo na Internet em inglês do que em português. Em média, pois em algumas situações a discrepância é bem maior.

Isso significa que, para um determinado conteúdo existente em português, há em média entre 20 e 21 vezes mais desse mesmo conteúdo em inglês.
"Mas quantidade não é qualidade"
Nem sempre. Quando se tem muito num determinado nicho, acaba tendo disputa, que se transforma em concorrência, e para se dar bem numa concorrência, você tem que se sobressair pela qualidade (sim, eu sei que há outras coisas. Não estraguem o lado idealista deste texto). E é por causa disso que, não somente há mais conteúdo em inglês como ele é de melhor qualidade.

E com o que eu disse no parágrafo anterior, vai aqui uma dica do Lucho (já perdi a quantidade de vezes em que falei sobre outras coisas dentro do mesmo texto, mas enfim). A dica é: Aprenda inglês, por favor. Compreenda inglês. Só pelo gráfico, você já viu que, sabendo inglês, você consegue compreender metade de tudo o que é produzido e publicado na Internet. Mas não é só por causa disso. É também para sua vida acadêmica ou profissional. Não pense que você vai conseguir se virar sabendo português, pois não vai. Profissionalmente não vai conseguir. E academicamente muito menos. Então aprenda inglês. Mas antes de aprender inglês, aprenda sua língua pátria, cavalo, pois não vai adiantar de nada. Antes que perguntem, não vou dar dicas de cursos de idiomas, pois aí já estaria me desviando demais do tema do texto.

Voltando ao tema do texto, para você jornaleiro, blogueiro, youtubeiro, podcasteiro arrogante que se acha e acha que o seu conteúdo é único em toda Internet, está mostrado que o conteúdo que você produz em português existe em inglês, em maior quantidade e, provavelmente, em melhor qualidade. Portanto, baixa a tua bola e para de achar que todo mundo tem a obrigação de te dar dinheiro. E também pare de achar que a Internet vai se esboroar quando você não quiser produzir mais conteúdo (sim, sou bem otimista, não é questão de se você vai parar de produzir conteúdo, mas de quando você vai parar).

Mas se ainda assim você se acha tão especial e acha que o conteúdo que você produz é tão precioso que todo mundo tem que pagar para acessá-lo e está realmente decidido a murar o seu conteúdo com os muros do Paywall, eu só posso dizer uma coisa: Vá em frente. Faça o que bem entender. Não estou lhe impedindo de fazer o que bem entender. Numa Internet em que o que não falta é conteúdo, eu só posso lhe desejar muito boa sorte nessa sua empreitada. Pois você vai precisar.

Quanto a mim, se eu pediria doações? Não. Não pediria. Tenho minhas razões para isso.

Eu sei que já faz bastante tempo que não coloco textos aqui.

E vai continuar assim por um bom tempo.

Grato.
 

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