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Ativismo de sofá: A melhor coisa já criada - Reloaded.

Eu escrevi um boooooooooom texto atrás sobre uma imagem que circulou muito pelos tubos que mostrava como o ativismo de sofá é lindo, legal, maravilhoso, mostrava o poder do ativismo de sofá e o poder das redes sociais e que era uma resposta a todos esses que ficam criticando quem não levanta a bunda da cadeira para protestar e que dizem que militar no Facebook é moleza, sendo que esses críticos também não levantam a bunda da cadeira para protestar e também não militam nem no Facebook e nem fora do Facebook. E ainda por cima cria blog que tira sarro dos ativistas de sofá e fica se promovendo às custas dos outros que sempre estão nas ruas (o que é a mais pura verdade. Quem sou eu para negar isso?)

Pois bem, a imagem mostrava a maravilha que é o ativismo de sofá. Pena que a realidade, essa danadinha, essa safadinha, essa puta, tratou de tratorar todos os pontos mostrados por aquela imagem e mostrou como que aquela imagem só tinha bobagem.

Mas eis que, de novo, circula uma imagem bastante parecida com aquela. Se não na aparência, parecida na essência. Eis a nova imagem:


É essa a imagem. Parece que eles estão seguindo àquela máxima goebelliana de que uma mentira dita mil vezes se torna verdade.

Analisando cada um dos itens dessa imagem:
"Você já assinou algum abaixo-assinado de Internet, compartilhou um vídeo do Youtube de uma causa ou mudou o seu avatar no Twitter ou no Facebook em prol de uma causa? Se sim, VOCÊ PODE SER UM ATIVISTA DE SOFÁ."
Não querido. Você não PODE SER um ativista de sofá. Você É um ativista de sofá. E não tem do que se orgulhar.

Aliás, existe coisa mais patética, ridícula e inútil do que trocar avatar em prol de uma causa? Toda vez que eu vejo alguém fazer isso eu sinto uma enorme vergonha alheia.
"O vídeo 'Kony 2012' da Invisible Children - considerado o vídeo mais viral de todos os tempos - suscitou numerosas discussões a respeito sobre o poder do ativismo de sofá em conduzir mudanças reais. Com o ativismo de sofá em ascensão, pode valer a pena um outro olhar"
"85 milhões de visualizações do vídeo 'Kony 2012' até o dia 26/3/2012"
Ainda continuam com essa porra de Kony 2012? Blablabla o vídeo teve milhões de visualizações blablabla suscitou numerosas discussões blablabla ativismo de sofá pode conduzir a mudanças reais blablabla blablabla e mais blablabla, mas o monstro continua livre, leve e solto e vive muito bem.

Ainda a respeito do Kony 2012, eu mostrei esse texto mostrando o quanto essa história não cheirava bem. Porém encontrei um esse outro texto mostrando como que essa coisa, que já não cheirava bem, na verdade fedia horrivelmente. De maneira bem resumida, trata-se de uma campanha bancada por uma ONG com uma estrita relação com a CIA e que investiu só 31% de tudo que gastou em programas de caridade na África. Incrível que sempre tem uma ONG (Olho Na Grana) em toda história mal contada.

Nessa história, o sofativismo foi fertilizado com ignorância e boas intenções, iguaizinhas a aquelas boas intenções que pavimentam a estrada para aquele lugar aprazível.

Mas será que, com todo esse marketing que essa campanha teve, os bem intencionados sofativistas que viram e compartilharam o tal do vídeo já sabem apontar Uganda no mapa? E será que sabem que Uganda foi comandada pelo carniceiro Idi Amin? E que ele não era o Forest Whitaker?

E apesar do vídeo já ter tido esse quantidade de visualizações (e falam tanto dessas visualizações que eu pensei que fosse um Psy ou uma Galinha Pintadinha), vocês acreditam que se eu disser que eu até hoje ainda não vi esse vídeo? Não só não vi como não tenho a menor vontade de vê-lo.
"MoveOn.Org possui atualmente 5 milhões de membros e começou com um abaixo-assinado online assinado por apenas 100 mil pessoas em 1998."
Impressionante. Fiquei boquiaberto. Parabéns.

Para quem não sabe, MoveOn.Org é mais um desses sites em que qualquer Zé Mané pode criar um abaixo-assinado e outros Zé Manés podem assinar esses abaixo-assinados e achar que estão fazendo a diferença no mundo. Sim, é tipo um Avaaz, Change, We The People, PetiçãoPublica.org e outros sites de abaixo-assinado que não servem para nada.
"406 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado 'The Cove' para matar a matança de golfinhos no Japão"
E a matança de golfinhos acabou, né? Infelizmente, não.
"12 milhões de pessoas marcharam contra as FARCs em fevereiro de 2008 após se organizarem pelo grupo 'Un Million de Voces Contra Las FARCs'"

"40000 estudantes universitários da Califórnia participaram de um protesto contra as leis de imigração, que foram organizados por mensagens de textos e pelo MySpace"

"Protestadores do Occupy Wall Street que usaram Twitter (20%), Facebook (60%) e YouTube (70%)"
Coloquei todos esses itens para mostrar como sofativistas adoram a falácia do Post hoc ergo propter hoc. Calma, apesar do nome complicadíssimo, essa falácia é fácil de entender. Essa falácia diz que, se um evento A aconteceu antes de um evento B, o evento A causou o evento B. Claro que se for provado realmente de que A causou B, aí deixa de ser falácia. Mas dizer pura e simplesmente isso é um argumento inválido.

E sofativistas são mestres no uso dessa falácia. Esse pessoal acha que, só porque tem uma manifestação, mas também tem contas no Twitter, páginas no facebosta, páginas no MySpace (ainda existe?), vídeos no YouTube, blogs e outros falando a respeito dessa manifestação, eles concluem que foram as redes sociais que foram o estopim (uma frase que esse pessoal adora) para essas manifestações.
"Você acredita no poder do ativismo de sofá?"
Mas é óbvio que sim. Como não acreditar? Viva as redes sociais. Viva os sofativistas. Finalmente a revolução será tuitada. Oba!! Viva!!!! Que legal!!!!!

Só que não.

Links da semana - 53.

E vamos a mais uma lista de textos para a semana.
E é isso. Até a próxima.

Vamos xingar muito esse arroz no Twitter.

Xingar... arroz... Sim, eu me refiro àquela palhaçada (quer dizer, àquele experimento. Nah!! Palhaçada mesmo) da professorinha (provavelmente uma pedaboba que reza a cartilha de São Paulo Freire) de Curitiba que decidiu mostrar o poder que as palavras têm. E para tal, decidiu usar dois potinhos cheios de arroz. Num deles foram ditas palavras doces, suaves, cheias de amor. No outro foi dito palavras feias, de ódio, palavras que colocam qualquer um para baixo. O potinho que recebeu as palavras negativas o arroz ficou deteriorado. Já o que recebeu as palavras positivas, nada sofreu e ficou lá, branco, lindo, brilhoso, vistoso e apetitoso. Os detalhes completos da palhaçada podem ser vistos neste texto do G1.

E aí? O que se tem a dizer dessa palhaçada? Pseudociência é pouco para classificar isso. Sem contar que, ao menos para mim, o potinho parecia estar com bolor. E o pior é que recebi um vídeo com essa bosta dessa palhaçada no celular. Só não digo de quem e de qual grupo eu recebi o vídeo para não acabar de vez com a esperança que vocês têm na humanidade (a minha eu já perdi faz tempo).

Só que essa história de que as palavras têm poder e de que palavras negativas podem afetar negativamente o que quer que seja não é nova (brasileiro não é tão criativo assim). Um "estudo" assim foi feito por Masaru Emoto, um japonês idiota, que não tinha muito o que fazer e completa e totalmente ignorante em ciência (ele era formado em humanas. O que explica). O "estudo" do japa dizia que, ao expor a água a palavras, sentimentos, imagens, sons ou músicas bonitas, ao congelá-la, os cristais de gelo se arranjavam lindamente. Já se a água for exposta a imagens, sentimentos, sons ou músicas feias (por exemplo, funk proibidão, sertanojo universiotário ou qualquer música da Anitta), os cristais se arranjavam de uma maneira muito feia. E se você está achando tudo isso ridículo, parabéns, você tem cérebro e faz questão de usá-lo.

Mas enfim. Já que isso é dito que é ciência, então vamos lá. Uma das características da ciência é a sua reprodutibilidade. O que quer dizer que, qualquer pessoa pode fazer a mesma coisa e chegar aos mesmos resultados. Pois vamos lá. Vamos fazer.

Quer dizer, eu não vou fazer. Quem vai fazer é o professor André, do Ceticismo. Aliás, ele já fez.


Videozinho legal, né? Ciência sendo feita ao vivo (ou quase). E o vídeo também mostra que fazer experimentos científicos e fazer ciência não é algo tão complicado. Você não precisa de um laboratório super-hiper-mega-ultra-equipado para fazê-los (mas se tiver, melhor).

Muito bem. O professor gravou o vídeo no dia 5 de junho, o vídeo foi postado no dia 6 de junho e hoje é dia 8 de junho. Já se passou 4 dias desde que começou a brincadeira, e, como se pode ver e já se podia esperar, porra nenhuma aconteceu.

Ao final de cada vídeo o André sempre pede para que o vídeo seja compartilhado da maneira que for. Esse texto é a maneira pela qual resolvi compartilhá-lo. Sei que isso que fiz representa quase nada, mas o que vale é a intenção.

E enquanto o experimento prossegue, o que vou farei?


E para terminar, uma professora fazendo uma palhaçada dessas. Muito provavelmente uma professorinha formada em pedagogia. Não é de hoje de faculdades de pedagogia aceitam qualquer bosta como aluno.

Tem culpa eu?

Encontrei uma coisa no Twitter envolvendo ativismo de sofá e que originalmente iria apenas para o Tumblr, mas como envolve mais do que ativismo de sofá, decidi colocar aqui também. E são duas coisas que eu amo de paixão (só que não): O rock brasileiro e seus artistas (se é que dá para chamar o que eles produzem de arte. Mas que seja). Vamos lá então.


Pois é. A pessoa aí votou num senador corrupto, achando que ele era ficha limpa, esse senador corrupto foi eleito, se envolveu em algum escândalo de corrupção e questiona se tudo isso que aconteceu foi culpa dela. Não, linda criatura. Este senador corrupto está na poltrona onde está e só está fazendo tudo o que está fazendo pois ele caiu da espaçonave que transportava ele diretamente naquela poltrona. Pode ficar tranquila, linda criatura, você não tem culpa de nada.

Eu só não entendi uma coisa. Como que pode um senador (e isso não vale só para senador, deputado ou políticos em geral. Vale para qualquer pessoa) que é corrupto, mas tem ficha limpa? Ambas são imiscíveis. Se é corrupto, não tem ficha limpa. Se tem ficha limpa, não é corrupto. E se o senador é corrupto, então ele não tem a ficha limpa e assim sendo, o cidadão aí poderia muito bem usar a Internet para investigar o passado negro do senador. Mas não. Internet para essa pessoa só serve para ficar no Twitter falando com subcelebridade roqueira brasileira que, já que não se destaca mais pelas merdas das músicas que faz, acaba tendo que fazer figuração em novela e apresentar programa de mulherzinha (não virou cervejeiro. Ainda).

Aliás, por falar em ficha limpa, cadê a lei da ficha limpa que não barrou a candidatura desse senador ou mesmo não o cassou? Como de costume a lei da fichinha limpinha mostrando a que veio e mostrando o que realmente: Um dos maiores embustes que já surgiu, que só serviu para agradar jacu e enganar trouxa mesmerizado com o "poder da inciativa popular". Até mesmo porque, o que esperar de uma lei que visava moralizar a política e combater a corrupção mas que teve como relator um senador que mais tarde foi cassado por corrupção? Mas foi cassado pelos próprios senadores, já que a lei da fichinha limpinha, mais uma vez, não serviu para bosta alguma.

No frigir dos ovos, temos eleitores idiotas, cretinos e ignorantes votando e elegendo políticos filhos da puta. Mas depois vão vociferar nazinternéti dizendo que políticos deveriam ser mandados para a Ilha da Queimada Grande (ou qualquer outro lugar perigoso para se viver), ou que eles deveriam participar de um reality show russo. Mas só os políticos. Os desgraçados dos eleitores que votaram neles, não. Até porque, condenar os eleitores é coisa de babaca.

Mas calma que o pior está por vir. O pior mesmo é saber que o voto da pessoa aí vale o mesmo que o meu e que o seu, querido leitor, e que essa pessoa, além de votar para senador, também vota para deputado e para presidente. Mas eu não acho que esse tipo de gente deveria ser proibida de votar. Até porque eu sou o Lucho e não um sofativista mendigo que acha que está revolucionando o país porém não consegue nem diminuir a merda do preço de um ovo de páscoa. E além do mais, aqui é Blog do Lucho, porra!!, e não o HuffingtonPost (estudante de filosofia. Como sempre as humanas mostrando para que servem).

Links da semana - 52.

Agora que eu vi. Faz mais de um ano que eu não ponho uma lista de textos legais e interessantes para a apreciação e diversão de vocês. Ano passado foi somente uma dessas listas. Também tem o fato de que pessoal está deixando de fazer blogs para virar youtubeiro. Será que, com o YouTube querendo cortar a grana dos youtubeiros, todo mundo vai voltar a escrever em blogs (inocência, teu nome é Lucho)?

Bom, mas depois de tanto tempo sem, fiquem agora com a lista desta semana.
E é isso. Puxa vida, 11 textos. Até a próxima.

Charge engraçada do dia (mas pelas razões erradas).

Agora em junho de 2017 fará quatro anos daquela palhaçada em que o gigantinho millennial criado no apartamento pela vó na base do leite com pera acordou, decidiu ficar putinho e lutar contra tudo isso que estava aí, indo para as ruas, participar de micaretas fascistas fora de época, tirar um monte de fotos e fazer vídeos para colocar no facebosta e no istragão as custas da Internet dos outros, vandalizar e destruir o patrimônio público e privado alheio (mas era sem vandalismo), expulsar aos socos, murros, chutes e pontapés que estivesse portando uma bandeira, camiseta ou broche de partido político ou movimento social (mas era sem violência), e também expulsar aos socos, murros, chutes e pontapés quem portasse um microfone ou câmera (mas, novamente, era sem violência) para depois ir chorar as pitangas no facebosta mimimizando que "isso a mídia não mostra". Aliás, uma elucubração. Também me lembrei do Occupy Wall Street. Estou na dúvida de qual desses dois movimentos idiotas foi o mais idiota e inútil?

Deixando a elucubração de lado e voltando ao gigantinho criado a leite com pera que acordou em junho de 2013. Um dos maiores mimimis do gigantinho era de que "isso a mídia não mostra", logo após ter arpeado jornalistas e cameramen que queriam mostrar o que estava acontecendo. Por óbvio que o gigantinho decidiu fazer essa denúncia extremamente séria e grave por meio de charges (será que eles usaram a Internet dos outros para publicá-las?) como por exemplo, a charge abaixo:


Olha que fófis. O gigantinho criado pela vô decidiu fazer a sua denúncia de forma bem humorada contra a imprensa-golpista-burguesa-conservadora-reacionária-autoritária-malvada-feia-chata-boba-elitista-racista-branca-de-olhos-azuis que não mostrava nada do que estava acontecendo nas micaretas fora de época, pois os repórteres e cameramen da Rede Globo estavam ocupados demais sendo esmurrados pelos pacíficos manifestantes adeptos do "sem violência" e "sem vandalismo".

Pois é. Que sacanagem com o gigantinho. Só porque alguns dos manifestantes decidiram vandalizar o patrimônio público e privado alheio, o movimento tem que pagar o pato? Os críticos, os jornalistas e os cameramen têm que entender (enquanto eram esmurrados pelos pacíficos manifestantes do "sem violência" e "sem vandalismo") é que esses vândalos não são manifestantes escoceses. E além do mais, eles não representam o gigantinho.

Se bem que eu nem sei porque eu disse tudo isso que disse, já que o gigantinho não passa de um filho da puta surrupiador, já que eles não criaram essa charge. Exatamente, eles a surrupiaram desavergonhadamente. A prova? Ei-la:


E aí? O que esperar de manifestantes e movimento que não consegue nem criar uma charge própria? E gigantinhos criados com leite com pera quando acordam só fazem merda. E não é de hoje. Também já fez muita merda cinquenta anos atrás.

Sim, senhores. Estou falando daquela palhaçada do maio de 1968 na França, em que o gigantinho criado a leite com pera de lá, juntamente com os SJWs da época, decidiram acordar, ficarem putinhos com o De Gaulle e protestarem contra tudo aquilo que estava lá na época. O que conseguiram? Cinco anos de Pompidou e mais sete anos de d'Estaing.


 

Eu sei de onde você é

Duvida? Então toma esta:


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