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Vamos xingar muito esse arroz no Twitter.

Xingar... arroz... Sim, eu me refiro àquela palhaçada (quer dizer, àquele experimento. Nah!! Palhaçada mesmo) da professorinha (provavelmente uma pedaboba que reza a cartilha de São Paulo Freire) de Curitiba que decidiu mostrar o poder que as palavras têm. E para tal, decidiu usar dois potinhos cheios de arroz. Num deles foram ditas palavras doces, suaves, cheias de amor. No outro foi dito palavras feias, de ódio, palavras que colocam qualquer um para baixo. O potinho que recebeu as palavras negativas o arroz ficou deteriorado. Já o que recebeu as palavras positivas, nada sofreu e ficou lá, branco, lindo, brilhoso, vistoso e apetitoso. Os detalhes completos da palhaçada podem ser vistos neste texto do G1.

E aí? O que se tem a dizer dessa palhaçada? Pseudociência é pouco para classificar isso. Sem contar que, ao menos para mim, o potinho parecia estar com bolor. E o pior é que recebi um vídeo com essa bosta dessa palhaçada no celular. Só não digo de quem e de qual grupo eu recebi o vídeo para não acabar de vez com a esperança que vocês têm na humanidade (a minha eu já perdi faz tempo).

Só que essa história de que as palavras têm poder e de que palavras negativas podem afetar negativamente o que quer que seja não é nova (brasileiro não é tão criativo assim). Um "estudo" assim foi feito por Masaru Emoto, um japonês idiota, que não tinha muito o que fazer e completa e totalmente ignorante em ciência (ele era formado em humanas. O que explica). O "estudo" do japa dizia que, ao expor a água a palavras, sentimentos, imagens, sons ou músicas bonitas, ao congelá-la, os cristais de gelo se arranjavam lindamente. Já se a água for exposta a imagens, sentimentos, sons ou músicas feias (por exemplo, funk proibidão, sertanojo universiotário ou qualquer música da Anitta), os cristais se arranjavam de uma maneira muito feia. E se você está achando tudo isso ridículo, parabéns, você tem cérebro e faz questão de usá-lo.

Mas enfim. Já que isso é dito que é ciência, então vamos lá. Uma das características da ciência é a sua reprodutibilidade. O que quer dizer que, qualquer pessoa pode fazer a mesma coisa e chegar aos mesmos resultados. Pois vamos lá. Vamos fazer.

Quer dizer, eu não vou fazer. Quem vai fazer é o professor André, do Ceticismo. Aliás, ele já fez.


Videozinho legal, né? Ciência sendo feita ao vivo (ou quase). E o vídeo também mostra que fazer experimentos científicos e fazer ciência não é algo tão complicado. Você não precisa de um laboratório super-hiper-mega-ultra-equipado para fazê-los (mas se tiver, melhor).

Muito bem. O professor gravou o vídeo no dia 5 de junho, o vídeo foi postado no dia 6 de junho e hoje é dia 8 de junho. Já se passou 4 dias desde que começou a brincadeira, e, como se pode ver e já se podia esperar, porra nenhuma aconteceu.

Ao final de cada vídeo o André sempre pede para que o vídeo seja compartilhado da maneira que for. Esse texto é a maneira pela qual resolvi compartilhá-lo. Sei que isso que fiz representa quase nada, mas o que vale é a intenção.

E enquanto o experimento prossegue, o que vou farei?


E para terminar, uma professora fazendo uma palhaçada dessas. Muito provavelmente uma professorinha formada em pedagogia. Não é de hoje de faculdades de pedagogia aceitam qualquer bosta como aluno.
 

Eu ainda sei de onde você é

Não sei o que aconteceu que o script do IP Address Location pifou, mas eu ainda continuo sabendo onde você está (especialmente se você estiver numa escola ou universidade pública ou qualquer órgão ou empresa estatal).

Se quiser me xingar, tudo bem, vai em frente, mas seu IP vai ficar registrado. E ai se for de uma escola ou universidade pública ou qualquer órgão ou empresa estatal, pois você estará me xingando e usando meu dinheiro para fazer isso.

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