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Analista político da semana.

Internet. Uma das maiores invenções do ser humano (não pode falar que é uma das maiores invenções do homem pois senão vem o pessoal antirracismo e antissexismo que odeia homem branco me acusar aqui de sexismo). Senão a maior invenção da história da humanidade. Graças a Internet milhões de gênios que antes estavam calados agora ganharam voz. Com ela, milhões de engenheiros mecânicos, engenheiros aeronáuticos, engenheiros elétricos, engenheiros de computação, engenheiros civis, historiadores, filósofos, tributaristas, médicos, nutricionistas, sociólogos, economistas, matemáticos, epidemiologistas, pilotos de avião, críticos de cinema, críticos de música, estatísticos, fotógrafos, músicos, físicos, biólogos, entendedores de pesquisas de opinião, especialistas em empreendedorismo de palco puderam expressar toda a sua genialidade e inteligência em comentários de portais de notícias e textos espalhados pela Internet.

Sem contar os especialistas em direito criminal e direito penal que vivem dizendo que o código penal é antigo, ultrapassado, arcaico e que deve ser revisto urgentemente. E por revisão entenda-se instituir pena de morte para político corrupto, redução da maioridade penal, corrupção como crime hediondo, cortar o pipi de esTRUpador e outras propostas que não precisam que se use o cérebro para que sejam ditas e sugeridas.

Ah!! E não nos esqueçamos também dos cientistas e analistas políticos, que desde 2010, com a ascensão e consolidação do facebosta e concomitantemente (acho que nunca usei essa palavra aqui no blog) com o declínio e eventual fechamento e encerramento do Orkut, apareceram aos borbotões e desde então aparecem a cada dia mais e mais e que não ficam restritos apenas a seus maravilhosos blogs políticos, a suas soberbas páginas do facebosta e a seus estupendos canais do YouTube, mas aproveitam qualquer canto da Internet para enfiar merda de politicagem mostrarem o quanto eles entendem do que está acontecendo na política do país e, principalmente, para mostrar a solução mágica para todos os problemas da política nacional.

Apesar disso, há algo que eu não compreendo. De 2010 para cá foram quatro eleições (2010, 2012, 2014 e 2016) em que os eleitores, por livre e espontânea pressão e obrigação, foram às urnas votar. Com esta quantidade enorme (e que cada dia aumenta mais e mais) de analistas políticos, cientistas políticos e demais entendidos de política que entendem a política de forma absolutamente genial e que têm a solução de todos os males que acontecem na política, por que são sempre eleitos os mesmos políticos de bosta de sempre? Mas talvez o problema seja eu. Eu não compreendo pois sou o alienado que não engole bovina e acefalamente o que eles dizem e questiona o que esse pessoal diz, dando uma de... peço perdão pelo palavrão cabeludo que direi... cético (eu disse que era um palavrão pesado. Estou perdoado?).

Diferentemente dos analistas políticos de Internet que deixam em todos os cantos as suas filigranas de sabedoria política, como esta abaixo (clique na imagem que ela aumenta):


Reproduzindo a mensagem abaixo para que vocês possam ler melhor e também para o Google indexar:

Rico que se acha superior ao pobre é tão repugnante quanto o pobre que se acha mais digno que o rico pelo simples fato de ser pobre. O que define a categoria do indivíduo não é sua conta bancária, mas sim seu caráter.

Qualquer discurso diferente desse é conversa manjada para conseguir votos e colocar uma classe contra a outra a fim de aumentar a força de determinados grupos políticos sobre as grandes massas.

Quanto mais as classes brigam entre si, sejam brigas entre pobres e ricos, homens e mulheres, héteros e gays, teístas e ateístas, negros e brancos, mais fraca se torna a população diante de um sistema comandado por meia dúzia de caciques obcecados pelo poder.

Um povo dividido é um povo fraco. 'O povo unido jamais será vencido'.

Mas quem é o povo?

O rico, o pobre, o gay, o negro, o branco, o ateu, o crente ou qualquer brasileiro filiado ou não aos partidos políticos. Todos são igualmente povo e não deve haver grupo privilegiado.

E quem não é o povo?

Quem está no poder. Esses, na realidade, são os empregados do povo. O papel deles é o de servir a população e não o de serem servidos.


Pois é vovó. Que merda foi essa que nós dois vimos, né?

Como sempre é feito por aqui, analisando parte a parte do texto:

Rico que se acha superior ao pobre é tão repugnante quanto o pobre que se acha mais digno que o rico pelo simples fato de ser pobre. O que define a categoria do indivíduo não é sua conta bancária, mas sim seu caráter.


Qualquer discurso diferente desse é conversa manjada para conseguir votos e colocar uma classe contra a outra a fim de aumentar a força de determinados grupos políticos sobre as grandes massas.

Quanto mais as classes brigam entre si, sejam brigas entre pobres e ricos, homens e mulheres, héteros e gays, teístas e ateístas, negros e brancos, mais fraca se torna a população diante de um sistema comandado por meia dúzia de caciques obcecados pelo poder.

O que eu tenho visto ultimamente de frases como essa dizendo que os políticos, esses grandíssimos desgraçados vivem fazendo de tudo para colocar o povo contra o povo, fazendo o povo se odiar uns aos outros e que na verdade todos nós deveríamos ser amiguinhos e deveríamos andar de mãozinhas dadas, calçando sapatinhos de rubi e andando por estradas de tijolos amarelos. Como se eu quisesse ser amiguinho de quem diz coisas do tipo.

E é muito fácil dizer que ninguém deve brigar e que se deve ignorar quando a pessoa está numa posição cômoda, sem sofrer qualquer tipo de humilhação por conta de sua situação social, sua orientação social, sua cor ou o que quer que seja. Que fique claro que aqui eu falo daquelas campanhas válidas, direitas e decentes, não de SJWismo rasteiro, que fez o Trump se eleger e que fará o Trump se reeleger e o Bolsonaro ser eleito.

Um povo dividido é um povo fraco. 'O povo unido jamais será vencido'.

Duas frases que todo populista pai dos pobres adora usar numa única frase.

Mas quem é o povo?

O rico, o pobre, o gay, o negro, o branco, o ateu, o crente ou qualquer brasileiro filiado ou não aos partidos políticos. Todos são igualmente povo e não deve haver grupo privilegiado.

Agora o analista político, no alto de sua arrogância e sem ter falado com esse tal de povo, define quem é e quem não é esse tal de povo. Demagogia misturada com aquela coisa linda e maravilhosa que começa com fas... e termina com ...cismo.

E agora vem a melhor parte do texto:

E quem não é o povo

Quem está no poder. Esses, na realidade, são os empregados do povo. O papel deles é o de servir a população e não o de serem servidos.

Já que o fascista, do alto do seu fascismo, decidiu quem é povo, por que não decidir quem não é povo? E ele decidiu que políticos não são povo. Ele decidiu que a pessoa, assim que se elege a qualquer cargo político que seja, perde a sua condição de povo. Não pode mais falar como se povo, não pode mais reclamar como se fosse povo, não pode mais reivindicar como se fosse povo e também não pode ter mais nenhum direito pois... afinal, não é povo.

Tá serto. Ta sertíssimo aliás. Político é tudo lazarento.

Você, um líder comunitário, que tanto trabalhou pelo povo, que tanta coisa boa conquistou pelo povo (sem jamais ter sido político) e que tanto foi povo, quando decide ser político (para ver se consegue ainda mais coisa boa pelo povo) e se elege, deixa de ser povo e não pode mais falar como se povo povo, segundo o genial analista político aí.

E reparem numa coisa. O analista político aí condena quem coloca brancos contra negros, homens contra mulheres, heterossexuais contra homossexuais, ateus contra teístas, ricos contra pobres, trabalhadores contra empresários, mas acabou de colocar povo contra políticos. Demagogia é pouco. Sim, não é só político (que ele decidiu que não é povo) que é demagogo, populista e manipulador.

O analista político estava bem intencionado quando escreveu isso? Certamente. A pessoa que escreveu o texto estava cheia das boas intenções. Iguais àquelas que estão naquele lugar tão quentinho, tão aprazível, tão confortável e tão cheio delas.

Por causa de tudo isso aqui vão os seus prêmios:



Na verdade vão esses dois diplomas mesmo, já que eu não achei os diplomas para Doutor em demagogia.

Mas que seja, enfim saudemos a Internet, a grande invenção da humanidade que fez com que gênios antes sem voz ganhassem o seu direito de se expressar. Infelizmente.
 

Eu ainda sei de onde você é

Não sei o que aconteceu que o script do IP Address Location pifou, mas eu ainda continuo sabendo onde você está (especialmente se você estiver numa escola ou universidade pública ou qualquer órgão ou empresa estatal).

Se quiser me xingar, tudo bem, vai em frente, mas seu IP vai ficar registrado. E ai se for de uma escola ou universidade pública ou qualquer órgão ou empresa estatal, pois você estará me xingando e usando meu dinheiro para fazer isso.

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